terça-feira, 22 de novembro de 2011

Dicas de passeio de barco e restaurantes! St Barth Parte 1



Hoje os meninos fizeram uma surpresa e nos convidaram para dar um passeio de barco!



Fomos até a ponta sul, onde tem a praia Colombier, considerada uma das 10 mais exclusivas do mundo!



O barco tem estrutura para mergulho e fizemos um snorkel maravilhoso, com direito a tartarugas, peixes anjos, etc.




Esse passeio de catamaran com a turma toda foi uma delícia!
Pra quem gosta de barco vale muito a pena!!!



A Shell Beach como o nome diz tem a areia toda de conchas, o snorkel é muito bom! Tem um restaurante bom chamado Dô Brazil o bar fica na areia, mas fecha das 4 ás 7hs, e adivinhem é a melhor vista do pôr do sol! Sem nada pra petiscar!



Deviamos ter ido mais vezes! Realmente um por do sol incrível!




Tb dá pra ver o pôr do sol do arco tb, dizem que a vista é linda, mas acabamos não indo... Pra que quiser fica perto do Le Ti Cabaré Restaurante, tb não experimentamos a comida, dizem que é boa, mas fica a dica, com direito a balada depois!



O Rapha devolveu a casa grande e alguns integrantes do grupo voltaram para SP e o restante ficou na casa da Jordana, num hotel o Les Muettes e numa casa pé na areia em L’ Orient alugada pelo Rapha e o Gini, uma graça!



Nestes 4 últimos dias não nos vimos muito, os horários noturnos deles não combinavam com os nossos...
Mas não foi por falta de andanças nossas pela ilha!



No último dia resolvemos ir ver o pôr do sol na Shell Beach, como despedida e adivinhem? Encontramos todo o grupo lá! Foram chegando devagarinho, cada um vindo de um canto da ilha!
Foi o máximo!




A noite jantamos juntos no restaurante do Hotel Éden Rock a convite do Fernando, todos estavam felizes pela viagem maravilhosa e ao mesmo tempo tristes de ter de voltar!
Viagem boa é assim, já dá saudades mesmo antes de ir embora!

domingo, 22 de maio de 2011

Penedo - Parque de Itatiaia -RJ




Combinamos com nossos queridos amigos do Rio para nos encontrar, mais uma vez, para uma nova aventura em Mauá!

Penedo é uma pequena cidade localizada no Parque Municipal Ecológico de Itatiaia- RJ e fica no kilômetro 311 da Via Dutra, daí é só subir a serra para chegar em Mauá!
Penedo foi colonizado por imigrantes finlandeses no início do século e hoje tem como principal atividade econômica o turismo. Tem como atrações principais trilhas, picos, cachoeiras, restaurantes e um pequeno comércio com cafés, casas de chocolate caseiro e a Casa Oficial de Papai Noel no hemisfério Sul.

A única Colônia Finlandesa do Brasil está aqui!
Um grupo de imigrantes finlandeses chegou aqui em 1929, com seus costumes e tradições, construindo aqui a primeira sauna do país, hoje encontrada em quase todas as pousadas...

Aconselho a quem vai ficar 1 noite em Penedo o que deixa a viagem mais leve e é muito charmoso!



Resolvemos ficar no mesmo hotel, o Pequena Suécia, que ficamos 9 anos atrás!

Foi um susto quando a recepcionista da pousada nos informou a data que estava marcada como nossa última estada, eu achava que fazia no máximo uns 6 anos... É o tempo passa...




Mais uma vez tudo correu muitíssimo bem! O atendimento é impecável e eles tem um chalé novo que chama-se Chalé do Príncipe que é muito bom.
É praticamente uma casa cercada pela mata, muito gostoso!
Estas são mais algumas fotos do hotel, é só clicar em cima da foto que ela fica do tamanho maior.




Quando chegamos em Penedo fomos direto almoçar, aconselho 2 restaurantes que são ótimos o Vernissage com seus incríveis beija-flores e o Jardim Secreto!
É só ir reto na rua principal e seguir as placas, muito fácil.
Depois passear pela cidade, se quiser conhecer o Pico do Penedinho ou a Cachoeira de Deus, mas para quem está indo pra Mauá, o melhor mesmo é descansar... No nosso caso ficamos um tempo tentando achar um mosteiro que tínhamos visto na net, mas depois descobrimos que fechou. Mas valeu o passeio.



Jantamos no restaurante do hotel que é muito bom, chama-se Jazz Vilage Bistrô e tem o melhor fondue de carne que eu já comi, onde a carne não é colocada no óleo, mas sim no vinho tinto com temperos, maravilhoso!!!
No dia seguinte nossos amigos do Rio chegaram para o café da manhã, ás 10:30hs e depois subimos para Visconde de Mauá!
Nada como um final de semana bem prolongado para curtir muito verde, sossego, boa companhia, boa comida e um "pouquinho" de cachaça, que ninguém é de ferro!!!!!



Para quem se interessar aí vai uma Breve História de Penedo.

A imigração finlandesa em Penedo, então distrito de Resende, diferencia-se basicamente das demais que vêm para o Brasil, pois esses imigrantes não buscam aqui riquezas materiais, como era comum aos povos ibéricos; não deixam sua terra por perseguições políticas, nem fogem de neuroses raciais ou religiosas.
São, na época, pessoas de posição definida na Finlândia: técnicos agrícolas, técnicos em desenho de arquitetura, construtores, ginastas, lavradores, massagistas, professores etc. que viviam uma vida sem maiores dificuldades materiais, entre amigos e a família.




São de raízes protestante-luteranas, e viviam em grupos e se reuniam e cantavam suas canções e hinos religiosos. Culturalmente gostavam de tocar instrumentos musicais, piano, violino, órgão e 'kantele" (espécie de cítara).




Lidera essa imigração um visionário - poeta, agrícola, estudioso do solo, das plantas, da natureza, uma pessoa altamente mística. Esse homem é Toivo Uuskallio.




Ainda na Finlândia, sonhando viver mais próximo da natureza com uma pequena comunidade, e como líder carismático, ele traça como caminhada a busca de simpatizantes à sua causa de imigração para o Brasil e nisso conta com o apoio do pastor luterano Pennanem.
Reuniões, debates, apresentação de propostas, e parte um pequeno grupo de cinco finlandeses, chegando ao Rio de Janeiro em 1927. Com ele vem sua esposa Liisa, personalidade firme, que se tornará esteio na colônia, e mais Frans Fagerlund, Enok Nyberg e Eino Kajander, eles se maravilham com as belezas naturais do Rio, acomodam-se em uma pensão alemã à rua do Riachuelo, matriculam-se na escola Berlitz para aprender português em curso intensivo. Já com um vocabulário básico mínimo, viajam de trem para Barra Mansa, onde, por indicação do gerente da pensão, vão todos trabalhar na Fazenda Três Poços, propriedade do Mosteiro de São Bento.

Barra Mansa é apenas a tomada de conhecimento com a terra, mas o objetivo central é a busca de local próprio para compra da terra que será o estabelecimento da comunidade e colocação das práticas de seus ideais. Em 1929, após passarem por Itatiaia e visitarem fazendas em São Paulo, Espírito Santo e Rio de Janeiro, agradam-se da Fazenda Penedo, também de propriedade do Mosteiro de São Bento. Perto da Cidade, com 3.500 hectares, sendo 2.000 de floresta, água pura, cortada por ribeirões, várias altitudes, propiciando cultura de plantas tropicais e européias, sede própria construída, podendo abrigar os que chegassem, esse era o local.



Compra-se então a Fazenda Penedo e o pastor Pennanem incentiva na Finlândia a vinda de mais adeptos. Os jornais relatam e chega em 1929 já um segundo grupo. Mais tarde desembarcam mais finlandeses, recebidos no cais com cânticos e rosas. Outros ainda chegam mais tarde, com a colônia já fixada.
Os beneditinos haviam explorado a terra com cafeicultura, exploração de lenha e carvão e, com a queda do café, o gado se estabelece. Daí muitos morros se tornaram pastos.



O começo não foi fácil, o solo na planície estava exaurido, e as saúvas exterminavam tudo. E havia os mosquitos, as enchentes tropicais inesperadas. Foi necessário refazer o solo e persistir.
Contra tudo lutam os finlandeses até encontrarem produtos possíveis de se plantar na terra trabalhada: o milho, a batata doce, hortaliças, bananeiras e até flores. Toivo Suni, já na colônia, constrói em 1930, a primeira casa como modelo às demais. Suni irá se destacar mais tarde como grande artista plástico, após a chegada, em 1948, do pintor tcheco Ian Zach, que se estabelece na colônia ao se demitir do cargo de adido cultural de seu país.




Hoje imperam as pousadas, restaurantes, a criação de trutas, chocolates e o artesanato.

sábado, 21 de maio de 2011

Visconde de Mauá - Dicas




Depois de passar uma noite ótima em Penedo, e nossos amigos do Rio chegarem, saímos para Mauá lá pelas 11hs.




Em 2009 a estrada de acesso a Visconde de Mauá, a RJ-151 (que beira o Rio preto na região de Mauá) começou a ser asfaltada e será a primeira Estrada Parque do Estado do Rio de Janeiro, com “zoopassagens” subterrâneos (um funil formado por suportes metálicos e telas plásticas, com 60 cm de altura, para orientar os animais para a travessia segura) e tudo mais... Bom as obras estão pela metade, mas a diferença da última vez que estivemos aqui, há 9 anos atrás foi enorme.
Com meia estrada asfaltada e a outra metade já preparada para asfalto, subimos em 45 minutos!




Assim que subimos eu perguntei o nome da vila que chegamos, porque minha memória me dizia que Visconde de Mauá era a vila mais adiante, pegando a esquerda...
Bom tudo má informação da viagem anterior, na verdade Mauá é essa vila pequena com uma pracinha com Igreja e uma rua com 3 quarteirões...



Como da outra vez paramos no restaurante mineiro que fica no primeiro quarteirão, o Gosto com Gosto, que é muito bom!




Depois do farto almoço resolvemos conhecer os 2 melhores hotéis de Mauá, na mesma rua adiante, um em frente ao outro, o Fronteira e o Mauá Brasil.

O Mauá Brasil é muito bonito, novo, com chalés bonitos, cozinha gastronômica, paisagismo impecável e uma excelente vista.
Fomos recebidos muito bem por Renan e ficamos com uma ótima impressão!





O Hotel Fronteira tb tem uma vista bonita e acesso ao rio, mas as acomodações são decadentes e de gosto duvidoso... O atendimento tb deixou a desejar...




Depois das visitas fomos em direção a Maringa.... Bom acho melhor se começarmos explicando que o nome Visconde de Mauá é atribuído ao conjunto das vilas de Mauá, Maringá e Maromba e seus diversos vales, como o Vale das Cruzes, Alcantilado, Pavão e Grama.




Essa região se localiza em área de preservação ambiental, na serra da Mantiqueira, a 1200 metros de altitude e os atrativos são as belezas naturais das cachoeiras e vales, o charme da vila Maringá e a gastronomia local.




Nossa pousada, a mesma que ficamos há 9 anos atrás, a Tijupá, (eleita entre as 20 melhores do Brasil pelo guia 4 Rodas) fica no Vale do Pavão, é pequena, tem 5 chalés muito charmosos e um atendimento impecável.



Sua localização é excelente, pois fica no início do Vale do Pavão, olhem só a vista linda do nosso chalé e tb tem acesso ao riacho que passa na propriedade, para os amantes das águas frias!




Para o jantar é só avisar até ás 6 da tarde que eles se preparam para um jantar muito charmoso e romântico!
Foi o que fizemos, encomendamos um fondue de queijo (o de carne é melhor) e depois do vinho caímos na cama, com direito a lareira no quarto, aquecimento no colchão e edredon de pluma! Uma delícia!





O gostoso desta região são as caminhadas pelas diversas trilhas com cachoeiras lindas, é só escolher o Vale e a dificuldade de cada trilha e se divertir!
Sempre que der o melhor é fazer os passeios durante a semana para ter mais privacidade nas cachoeiras!
Feriados nem pensar fica tudo lotado!




Quando acordamos no dia seguinte, estava meio nublado e resolvemos dar uma volta por Maringa que é muito bonita, pois tem o rio que passa no meio da cidade dividindo, metade dela que fica no estado do Rio e a outra metade no estado de Minas!



As pontes que separam Rio de Minas são muito charmosas!
A mais famosa é a do centrinho com lojinhas, mas tem outras pelos caminhos!
Depois de andarmos bastante a fome bateu e escolhemos comer por ali mesmo.




Almoçamos no restaurante Le Petit, no centro de Maringa, uma delícia! Não deixem de provar a truta salmonada com molho de saque, ou de pinhão, estavam deliciosas!
Isso fora a atenção e o bom papo do dono, o Sapo!



Depois de muita conversa e cachaça com mel, descobrimos que o Sapo tem uma pequena produção sua de cachaça, chamada Aru Mirin e como ele não tinha mais, nos indicou a Cachaçaria do Uai Tchê, bem em frente ao restaurante, que ainda tinha 3 garrafas.... Tb provamos a produção do próprio Tchê, a envelhecida 6 anos, que é muito boa!
Então resolvemos passar por lá para experimentar a do Sapo e comprar a do Tchê...
Conversa vai, conversa vem e ficamos mais 1 hora degustando várias cachaças, quase fiquei expert!
Bom vcs podem imaginar toda essa degustação de cachaça depois do almoço, e ainda por cima acompanhada de torresmo!

Bom fomos muito felizes para a pousada!

Fizemos uma merecida siesta e acordamos com muita chuva, então resolvemos tomar uma sopa na pousada mesmo, em consideração ao nosso fígado!

No dia seguinte o sol apareceu e tudo ficou lindo! Muitas flores por todas as partes!
As hortênsias da pousada estavam lindas!!!




Fomos até o Vale das Flores, até a cachoeira das Antas, pois a do Alcantilado eram 3 horas de subida e já eram 2 da tarde...




Bom como o nome diz, as flores foram as vedetes do passeio!




De lá fomos almoçar no Restaurante Rosmarinus, que está com uma parte nova ao ar livre, muito bonita! O atendimento foi bom mas nossos pratos nem tanto...
Há 9 anos atrás comemos 2 vezes nele de tanto que gostamos, bom talvez tenhamos dado azar, vai saber... Uma pena!


Depois de mais uma volta pela cidade, jantamos no Babel no alto do Vale do Pavão, era noite mas a vista deve ser incrível, então da próxima vez pretendemos almoçar lá!
Os chefs André Murray e Dani Keiko são incríveis, além de simpaticíssimos são excelentes!
Comemos magnificamente por um preço justo!
Mas é preciso fazer reserva!

No dia seguinte fomos visitar Maromba, a Vila mais adiante de Maringa, bonitinha também, mas a estradinha é bem estreita e o centro não é tão simpático como Maringa.

Fomos até o restaurante da pousada Casa Bonita, que estava bem cotado no guia, mas tb tem que ligar antes, pois normalmente eles só servem os hospedes.
Os quartos desta pousada são bem simples, mas bem arrumadinhos e o mais interessante é que logo abaixo do restaurante tem um local com sauna, jacuzzi, e o melhor, uma linda cachoeira com poço para banho, simplesmente lindo!




Para quem não se importar em mudar de pousadas, eu aconselho passar 2 dias em cada uma delas, Maua Brasil, Tijupá e Casa Bonita, pra conhecer cada Vila bem! Isso além da paradinha obrigatória de 1 dia em Penedo!
Se não for o caso, ficar no meio, ou Maringá é a melhor opção!

Como estava bom frio não entramos em nenhuma cachoeira, ficamos só na vontade... Portanto estamos programando passar alguns dias aqui novamente em Dezembro!


Para quem se interessar aí vai um pouquinho de história!
O nome Visconde de Mauá homenageia Irineu Evangelista de Sousa, barão e depois visconde, que recebeu as terras da região em 1870, como concessão do governo imperial para exploração de madeira, que seria transformada em carvão vegetal. Em 1889, ainda no Império, seu filho, Henrique Irineu de Souza, instalou nas terras um núcleo colonial, formado por famílias de imigrantes europeus. A iniciativa fracassou e a maior parte dos colonos retornou aos países de origem. Em 1908 o governo federal compra as terras de Henrique e cria o Núcleo Colonial Visconde de Mauá, segunda tentativa de receber colonos europeus. Este núcleo acaba extinto em 1916.
Algumas famílias alemãs permaneceram em Visconde de Mauá e, a partir da década de 1930, começaram a receber parentes e amigos vindos da Europa, iniciando a atividade turística na região. Nos anos 60, era famoso o Hotel Casa Alpina, hotel pioneiro junto com o Hotel Bühler. Na década de 1970, a vila de Maromba foi descoberta pelos hippies e, a partir dos anos 1980, começou a se tornar um dos destinos de montanha preferidos de turistas do Rio de Janeiro e São Paulo.
Uma curiosidade é que Irineu Evangelista, o visconde de Mauá, nunca esteve na região que hoje leva seu nome!

sábado, 23 de abril de 2011

Inhotim



Viemos para BH para o casamento da nossa querida Juliana, que foi lindíssimo, e a Andréa era madrinha.
Como o casamento foi na sexta e resolvemos ficar até domingo, no sábado fomos conhecer o Instituto Cultural Inhotim.



Inhotim é um museu de arte contemporânea a céu aberto em Brumadinho a uma hora (60km) de BH e conforme todas os comentários ouvidos por nós realmente é muito bonito, coisa de primeiro mundo mesmo!




Inhotim surgiu em 2004 para abrigar a coleção do empresário mineiro, do ramo de mineração, Bernardo Paz, sua antiga fazenda de 645ha, onde ele também vive com a esposa Adriana Varejão (fotos da sua galeria abaixo), foi transformada então num maravilhoso museo que hoje expõe obras, da década de 1970 até a atualidade, em 17 galerias.




O museu é formado por um grande conjunto de obras de arte, expostas a céu aberto ou em galerias temporárias e permanentes, situadas em um Jardim Botânico, numa área de 97 hectares, projetado pelo paisagista Roberto Burle Marx (1909-1994) para a fazenda de Bernardo Paz.





Só o jardim já é um passeio maravilhoso, formado por imensas renques de palmeiras nativas e outras exóticas totalizando mais de 1.500 espécies só de palmáceas, a maior coleção do tipo do mundo.
Por toda a área são encontradas espécies vegetais raras e um jardim de orquídeas "vandas" o vandário!




O terreno ainda conta com cinco lagos e reserva de mata preservada.
O acervo artístico abriga mais de 500 obras de artistas de renome nacional e internacional, como Adriana Varejão, Helio Oiticica, Cildo Meireles, Chris Burden, Matthew Barney, Doug Aitken, Janet Cardiff, entre outros.

Inhotim se diferencia de outros museus por oferecer ao artista condições para a realização de obras que apenas em seu parque poderiam ser construídas.

Como passamos só um dia neste museu, vou colocar o que mais gostamos e o que eu acho que não vale a pena, mas para quem tiver a chance de ficar mais dias, aconselho a visitar tudo e reservar um tempo para o "dolce far niente" nos diversos bancos do parque!



Começamos andando da portaria até onde pegaríamos o carrinho elétrico para a rota a galeria Doug Aitken.



Essa galeria é muito interessante, essa obra chama-se "Sound Pavilion" e proporciona ao visitante a experiência maravilhosa de escutar o som do interior da Terra, em tempo real. A obra está instalada em um pavilhão idealizado pelo artista, de formato circular e fechado com vidro. No centro desse pavilhão há um furo no solo de 200 metros de profundidade, onde foram instalados microfones de alta sensibilidade, que captam diferentes frequências de som. Os ruídos do interior da Terra são amplificados dentro do prédio, trazendo à superfície indícios de uma realidade quase sempre inimaginável.



Doug Aitken é americano e desenvolve uma série de filmes, fotografias, instalações e vídeos que investigam a relação entre natureza, memória, tempo e espaço. Sua obra fala de lugares inabitados, ruínas, vestígios de onde o tempo parece ter outro ritmo. Entre seus projetos recentes mais importantes, destacam-se Migration (2008), na mostra Carnegie International (Pittsburgh, EUA), e Sleepwalkers (2007), exibido na fachada do Museum of Modern Art, em Nova York. Em 2005, expôs no Musée d'Art Moderne de la Ville de Paris. Em 1999, recebeu o prêmio Leão de Ouro da Bienal de Veneza pela instalação “Electric Earth”.

Muito interessante!!!


Depois fomos andando até a obra de Matthew Barney, um artista americano que ficou conhecido como produtor e criador da série de filmes Cremaster e hoje tem obras no mais renomados museus de arte contemporânea do mundo.
Como sempre é essencial que as informações encontradas nas entradas das galerias sejam lidas, pois assim fica mais fácil a contextualização e compreensão das obras. Em se tratando de um museu de arte contemporânea é sempre importante que as obras não sejam vistas de maneira simplistas e sim de uma maneira a entender a proposta do artista e como ele conseguiu criar e transmitir sua expressão, e também se o objetivo da sua intenção em fazer o observador vivenciar sua proposta ou critica tenha sido atingido!
Lembre-se:
Não se ama o que não se conhece!!!




Daí tornamos a pegar o carrinho e voltamos até a galeria de Miguel Rio Grande, algumas das suas obras participaram da Bienal.
Eu particularmente achei os trabalhos com temas bem pesados tais como prostituição e violência. Talvez eu não tenha gostado tanto porque na verdade não conheço quase nada sobre o trabalho deste artista...




Daí fomos para a última parada desta rota, a Galeria Doris Salcedo,que é uma artista colombiana que faz esculturas e instalações diferenciadas. Seu trabalho retrata os efeitos do terror e da destruição características de guerras civis e regimes ditatoriais, inspirado em depoimentos de sobreviventes ou de seus parentes e amigos. Usa principalmente móveis de madeira e roupas, mas materiais orgânicos como peles de animais e cabelo também acabam sendo incorporados algumas vezes. Nas fotos, vemos uma incrível instalação criada para a 8ª Bienal Internacional de Istambul em 2003. Foram utilizadas 1550 cadeiras entre dois prédios da cidade.



A galeria de Doris Salcedo, em Inhotim, é dedicada à obra Neither (2004), uma grande instalação que utiliza telas de ferro e gesso, para cobrir todas as paredes da galeria. O projeto arquitetônico é uma parceria entre Carlos Granada e Paula Zasnicoff, e tem 262 m² de área construída especialmente para a obra. Neither foi primeiramente apresentada na galeria White Cube, em Londres, em 2004.




A instalação Neither expressa uma abordagem de tensão sobre a arquitetura, que ao mesmo tempo ameaça e protege o ser humano, essa obra de grandes proporções faz de alguns elementos de construção, como grades e paredes, carrascos de nós mesmos. E cria um dilema para quem a visita: estou do lado de dentro ou de fora?
Concebido depois da visita de Salcedo ao campo de concentração em Auschwitz, Polônia, a intenção da exposição é promover um encontro entre o exterior e a interioridade.



Depois disto fomos almoçar no Bar do Ganso, dentro do parque mesmo, pois ficava no nosso caminho e estava praticamente vazio e silencioso, por não ser buffet nem quilo, como os outros 2 restaurantes do parque. Nossa escolha foi excelente!

Daí resolvemos fazer a rota até a Galeria Comoscoca que é inteira a pé. No caminho passamos pela Galeria Fonte e resolvemos entrar, é uma galeria de arte visual pequena e pode ser visitada rapidamente.
Em seguida fomos para a Galeria Cosmococa que é bem grande, tem 5 partes, todas elas com obras interativas, o que atrai muito as crianças, vide o número de carrinhos de bebes na porta, mas para os adultos achei fraco.



Esta obra foi concebida por Hélio Oiticica, na época em que residiu em Nova York, no início dos anos 1970, Hélio Oiticica trabalhou em parceria com o cineasta Neville D’Almeida na criação de instalações pioneiras chamadas de “quasi-cinemas”. Estas obras transformam projeções de slides em instalações ambientais que submetem o espectador a experiências multisensoriais. Os quasi-cinemas representam o ápice do esforço que Oiticica empreendeu ao longo de sua carreira para trazer o espectador para o centro de sua arte e para criar algo que é tanto um evento ou processo quanto um objeto ou produto — um desafio da tradicionalmente passiva relação entre obra e público. Oiticica e D’Almeida criaram cinco quasicinemas que chamaram Blocos-Experiências em Cosmococa. Essas instalações consistem em projeções de slides com trilhas musicais específicas e usam fotos de cocaína — desenhos feitos sobre livros e capas de discos de Jimi Hendrix, John Cage, Marilyn Monroe e Yoko Ono, entre outros. O uso da cocaína, que Oiticica, discute longa e teoricamente em seus textos, aparece tanto como símbolo de resistência ao imperialismo americano quanto referência à contracultura.

Apesar de toda essa histórico interessante, achei que a obra, apesar de grandiosa, deixou a desejar...
As salas desta galeria são compostas de: sala com piscina, uma escura com texturas diversas e elevações e bexigas no chão, outra com um imenso colchão no chão, uma não me lembro e na última uma infinidade de redes para quem a fim! Tudo isso ao som de Jimi Hendrix ou coisa parecida...




Caso vc só tenha 1 dia e quer ver as coisas mais interessantes aconselho a deixar esta rota para o fim, se der tempo vc faz...
Daí fomos para a outra rota, onde tb tem o carrinho elétrico, para ver a obra do americano Chris Burden.

No caminho passamos pela Galeria da carioca Adriana Varejão, planejada com uma lida arquitetura pelo paulista Rodrigo Cerviño Lopez.



A galeria foi especialmente planejada para receber as obras Celacanto provoca Maremoto(2004-2008), Linda do Rosário (2004), O Colecionador (2008), Panacea Phantastica (2003-2008) ePassarinhos.
A obra de Adriana Varejão promove uma articulação entre pintura, escultura e arquitetura, revisitando elementos e referências históricos e culturais. Especialmente criada para o espaço a partir de um painel original em apenas uma parede, a obra Celacanto provoca maremoto (2004-2008) vale-se do barroco e da azulejaria portuguesa como principais referências históricas, mas também da própria história colonial que une Portugal e Brasil.



Daí seguimos para a rota da obra de Chris Burden.





O “Beam drop Inhotim” (2008) (título que poderia ser traduzido livremente por “queda de viga”) é a recriação de uma obra realizada originalmente em 1984 no Art Park, um parque de esculturas no Estado de Nova York, e destruída três anos depois. A obra foi refeita em Inhotim no ano passado, numa das áreas de expansão da instituição.




Durante 12 horas, um guindaste de 45 metros de altura lançou em uma poça de cimento fresco as 71 vigas que compõem a obra. O resultado desta operação de alto impacto é uma escultura de grandes dimensões que ocupa o alto de uma montanha.



O padrão aleatório da escultura é formado pela queda das vigas, combinando o controle do artista à violência do acaso provocado pelo peso do material. Para a produção, foram selecionadas vigas usadas em ferros velhos da região, posteriormente manobradas pelo artista, criando uma composição que remete ao aspecto gestual do expressionismo abstrato, especialmente das pinturas Jackson Pollock (1912-1956), que o artista aponta como referência importante da obra. A obra filia-se, também, a uma tradição de esculturas monumentais propondo, no entanto, sua desconstrução.

Perto desta grandiosa obra temos a Palm Pavilion, originalmente concebido para a 27ª Bienal de São Paulo em 2006, Palm Pavilion tem em Inhotim sua primeira montagem ao ar livre.



O pavilhão é uma adaptação da famosa Maison Tropicale (1951), do arquiteto francês Jean Prouvé (1901-1984), que foi comissionado para desenvolver um tipo de moradia para os burocratas e comerciantes nas colônias africanas. Com a estreita colaboração da equipe de Botânica do Inhotim, que agregou à obra uma grande coleção de palmeiras, Tiravanija adiciona à visão puramente científica de Jardim Botânico uma análise sociocultural sobre a espécie, um ícone do exotismo tropical.

Na saída desta rota tem uma das galerias mais interessantes do museu, a Cardiff & Miller.
Esta obra consta de um enorme galpão com caixas de som e cadeiras de madeiras espalhadas pelo ambiente.
Nas cadeiras podemos encontrar o "menu" sonoro que vamos experimentar, mas o conselho é feche os olhos e, por favor, não durma, por mais casado que esteja, pois uma das coisas mais incríveis vai acontecer

O som começa com um ruído de pássaros, depois o ranger de uma porta se abrindo, passos forte, revoadas e uma voz de mulher nos convida a fechar os olhos.
Uma música começa a tocar mais alta e tudo vira uma vivência maravilhosa!
Infelizmente não vai ter foto que consiga mostrar a dimensão desta obra...
Mas aí vai um painel com muitas obras que vimos neste incrível museo!





O jornal The New York Times, em referência ao Inhotim, citou certa vez que "poucas instituições se dão ao luxo de devotar milhares de acres de jardins, montes e campos a nada além da arte, e instalar a arte ali para sempre”
E para os que não acreditam no país, Isto também é Brasil!!!