quinta-feira, 11 de maio de 2017

Japão 2 - Naoshima e Teshima

Red Pumpkin Playhouse da artista Yayoi Kusama 


Depois de passar 3 dias em Osaka saímos cedo com destino a ilha chamada Naoshima, pegamos o trem pra Okayama, mais 1 hora e pouco de carro e depois o ferry pra ilha... 
Como vcs podem ver por todo esse trajeto não se vê paisagens bonitas nem nada... A única coisa interessante foi a fonte em frente a estação de trem que me lembrou de Sidney! 


Chegando na pequena cidade de Tamano no caminho do porto de Uno onde pegamos o ferry as casas já ficam mais bonitinhas, apesar de bem simples, com seus telhados grafite...




Chegamos na ilha e fomos direto para o Hotel Museu Benesse House onde iriamos nos hospedar por 3 dias. 

Naoshima é uma pequenina ilha situado no Seto Inland Sea porque ela fica nesta parte interna do mar entre as ilhas Honshu, Shikoku e Kyushu.



Por muitos anos viveu aqui uma pequena comunidade de pescadores que hoje se transformou na pequena vila do porto Tsumuura onde chegamos. Até então o único local que tinha sido habitado era uma fortaleza construída em Honmura para defesa entre o Século XIII e XIV, mas que depois se tornou só ruínas...  Foi depois que a refinaria da Mitsubishi resolveu explorar cobre aqui que o problema começou, essa exploração durou 14 anos e conseguiu acabar com as árvores locais por causa do acido sulfúrico segundo nossa guia, esse processo todo poluiu ar, água, enfim tudo inclusive o mar, e lá se foram os peixes.... (Como vcs podem ver abaixo ainda existem fábricas, refinarias, etc. por toda parte, nas ilhas próximas e distantes...  Por isso ainda dá pra sentir um cheirinho tipo Cubatão, mas mais suave, pelo menos senti no primeiro dia, não sei se pelo vento vindo de algum lugar, ou porque me acostumei, mas no segundo dia não senti mais....)


Refinarias e mineradoras ainda hoje em toda essa área!


Muito dinheiro foi ganho na época e depois essa parte da ilha foi abandonada,  pelo que eu entendi,  até que em 1988 Tetsuhiko Fukutake um empresário de sucesso que velejava muito por essa área teve uma idéia e levou o famoso arquiteto japonês Tadao Ando para ver a ilha e falar sobre seus planos. Apesar de Tadao Ando achar que ele estava maluco seu entusiasmo e de seu filho Soichiro Fukutake o convenceram.

Primeira reunião na ilha com Tetsuhiko e o prefeito Chikatsugu prefeito de Naoshima em 1985

A história desta família de sucesso começou com a fundação em 1955 da Fukutake Editora,  a Benesse Holdings celebrou seus 55° aniversário em 2010. Seu fundador em 1971 Tetsuhiko Fukutake amante das artes começou uma coleção de arte importante e começou a fazer pequenas exposições nas diversas empresas para incutir a cultura da arte contemporânea, nada fácil num Japão tão tradicional . Seu sonho era revitalizar esta área de ilhas onde o mar é calmo como um lago, a natureza foi pródiga aqui e o visual realmente é muito bonito, mas toda a região foi explorada ao máximo, sua vegetação estava toda preta, seca e morta e havia restos de fabricas e muito lixo industrial tóxico deixado nas ilhas e mesmo transportado pra várias delas de barco. 
Tetsuhiro se entristeceu com tudo isso e mais a pobreza dos pequenos povoados e resolveu mudar a região criando museus com arte contemporânea a céu aberto onde crianças, adolescentes, pessoas comuns e até pessoas idosas pudessem vir e com isso trazer mais prosperidade para todos.



Acampamento em Naoshima - 1989

- Sempre ouvi que só chegaria ao paraíso depois da morte, mas eu sonhava com um paraíso para os vivos... - diz o bilionário dono da Benesse, que se apaixonou pela região e é um crítico da concentração de poderes e recursos nas mão de metrópoles como Tokyo.

Em 1989 foi fundada a Art Site Naoshima e de lá pra cá só aumentaram as instalações de arte por aqui e foram incluídas mais 2 ilhas, Teshima e Inujima.

Benesse House Museum

Nosso hotel o Benesse House Museum que foi projetado por Tadao Ando um gênio autodidata que nunca tirou diploma e foi lutador de box!  Foi o primeiro museu da ilha inaugurado em 1992. Infelizmente nossa Agência de Turismo não nos falou que esse hotel tem 3 tipos de quartos o Oval, Park e Beach portanto ficamos no quarto Museum Suite e só aqui descobrimos que tem 6 quartos na parte oval que são bárbaros... Se der fiquem neles! 


Biografia de Tadao Ando ganhador do Prêmio Pritzker de Arquitetura em 1995


Assim que chegamos depois de ficar encantados com a vista do quarto descemos pra conhecer o hotel.


A esquerda obra com movimento de George Rickey - Four Lines

Visitamos primeiro as obras internas do nosso museu hotel, começamos pelo andar das instalações permanentes de Richard Long:  River Avon Mud Circles by the Inland Sea de 1997,  Inland Sea Driftwood Circle, 1997 e Full Moon Stone Circle, 1997




Até onde a gente nem percebe tem arte! Olha só o que nasceu nas juntas do concreto da rampa entre os andares...



Pois é isso tb é uma obra de arte, escultura em madeira hiper-realística do artista Yoshihiro Suda - Weeds - 2002
Ele faz flores e folhas perfeitas! 
Andamos pelos arredores pra ver as obras externas da exposição "Out of Bounds" de 1994 onde a proposta do entorno de cada obra foi exaltado e incluído... Com essa tarde maravilhosa foi muito lindo...

Drink a Cup of Tea (azul) de Kazuo Katase, Shipyard Works de Shinro Ohtake são 3 esculturas feitas com a carcaça de um barco, acima está só a parte da popa com buracos redondos e Three Squares de George Rickey

Impossível colocar aqui cada obra de cada artista, mas da pra ter uma pequena idéia....

Fomos andando até a praia onde tem a famosa Pumpkin da artista plástica Yayoi Kusama de 1994 que se tornou um símbolo da ilha!





Na frente desta praia tem uma área verde, mais uma parte dos quartos do hotel, o restaurante, a lojinha do museu e obras espalhadas, o Sapo e o Gato do artista holandês Karel Appel,  e La Conversation, Camel, Le Blanc, Cat e o simpático Elephant todas do fim dos 80 e começo anos 90 da artista francesa que nasceu em 1930  Niki de Saint Phalle  e muitas outras....



Voltamos a pé e jantamos no restaurante francês do hotel chamado Terrace Restaurant Uminohoshi Etoile de la Mer, apelidado de Terrace por motivos óbvios kkkkkk , que a gente nem sabia que era bom e foi uma surpresa, a degustação foi excelente! O que mais surpreendeu foi a carne wagiu maravilhoso que foi imbatível até o final da viagem, e a sobremesa.... Uma bola crocante tão fininha que eu nunca tinha experimentado antes! O vinho nem vou falar que foi covardia....



O pior é que no dia seguinte tínhamos guia às 9 da manhã nos esperando! Não foi fácil levantar pro café da manhã, que o Fernando não quiz pular de jeito nenhum, porque tínhamos reservado no Issen restaurante japones do hotel. E foi muito bom!




Saímos pra visitar os outros 2 museus da ilha com nossa guia que era bem fraquinha no quesito arte…. Aqui tem o onibus do próprio hotel que faz o intinerários arte, e tb é muito fácil e gostoso fazer a pé! Qual foi nossa surpresa quando chegamos no primeiro museu e ele estava fechado, abria em 45m. Já fiquei brava! Porque acordar a gente mais cedo se o museu não abria as 9h! Terceiro erro de guias até agora no Japão! 
Então fomos andar pelos arredores pra ver as obras por perto até abrir....


Esta é uma instalação do Tsuyoshi Ozawa chamada Slag Buddha 88 formada por 88 estelas com figuras de Buda do período Edo, nesta instalação foi usado sucatas industriais retiradas de Tshima Island.





Voltamos pra ver o Lee Ufan Museum uma parceria do artista coreano Lee Ufan com o arquiteto Tadao Ando. Lee Ufan nasceu em 1936 e tem obras expostas no mundo todo, ele foi umas das figuras principais da Mono-ha School (School os Things) dos anos 60. Sua obra mais interessante que vi aqui foi a Shadow Room onde tem uma pedra no chão e sua sombra tem imagens de água correndo, mar, lua refletida... Aqui também podemos ver obras da artista japonesa Chiharu Shiota que mora atualmente em Berlin. Esse museu é pequeno e de rápida visualização. 







Como falei nossa guia não sabia muita coisa dos artistas então sobrou pra gente fazer a lição de casa e ir atrás dos que não conhecíamos. 

Em seguida fomos ao Chichu Art Museum inaugurado em 2004, segundo o arquiteto Tadao Ando a principal preocupação aqui foi respeitar o cenário natural enterrando a arquitetura no formato da terra". Como vcs podem ver o revolucionário Chichu Art Museum é subterrâneo!



Mesmo assim toda a iluminação é natural. A ideia foi criar uma atmosfera sagrada, sem nenhuma ligação com religiões.


- Naoshima é um lugar de descobertas - diz Ando. 

O acervo deste museu é incrível! Na entrada temos um jardim que procura recriar a atmosfera de Giverny a casa de Claude Monet...



A primeira sala que visitamos e que foi preciso tirar os sapatos, foi onde se encontra os 5 painéis originais de Claude Monet da série The Water Lilies, muito lindos! 
São  acervo do museu e a iluminação do local ficou perfeita. Como não pode tirar fotos aqui dentro peguei esta da internet, mas não dá pra pra ver muito bem nem ter noção do tamanho do local, o chão foi feito todo de quadradinhos do tamanho de pastilhas de mármore carrara, por isso não se pode entrar de sapatos...

Esse museu foi praticamente concebido para hospedar essas últimas obras de Monet, e este espaço foi pensado e criado para que o expectador tivesse uma experiência estética filosofal das obras.


Esse mesmo conceito foi passado para os outros artistas que teriam espaço neste museu, a nossa próxima experiência foi no espaço do artista americano James Turrell chamado Open Field - 2000. Essa instalação tem 2 espaços conectados o primeiro é uma rampa (essa parte azul da foto) onde podemos caminhar, para isso entramos em grupo e andamos todos juntos, no fundo vemos uma tela na parede, mas quando chegamos perto podemos ver que se trata de um buraco na parede que da para uma outra sala vazia e esta ilusão ótica nos revela uma experiência de mudança de percepção. Bem interessante. Como é uma obra vivencial a foto acaba sendo somente uma referencia....



Em seguida fomos a uma outra instalação também do James Turrell, dentro da mesma linha, chamada Open Sky - 2004 A gente entra, senta nas laterais e vê essa tela azul no teto que na verdade é o céu.






Em seguida fomos a famosa instalação de Walter de Maria artista americano nascido em 1935, um dos nomes mais conhecidos da land art por suas instalações minimalistas em grande escala.  

Time/Timeless/No Time de Walter de Maria

Pra se ter uma noção do tamanho desta obra, esta esfera em granito maciço tem 2.20m de diâmetro! Fica a dica, que só depois descobri, já que nossa guia era bem fraca, essa obra deve ser vista, de preferência, no pôr do sol onde os raios são refletidos nas 27 esculturas geométricas folhadas a ouro dispostas estrategicamente nas laterais.



Além disso só agora pesquisando, descobri que tinha uma outra instalação do James Tourrell que não visitamos chamada Afrum, mais um furo da guia...

Patio triangular de pedras Chichu Art Museum 

Depois fomos tomar café e ver a vista do museu que é muito bonita... Aqui tudo tem referência ao cartão postal que são as Pumpkins da Yayoi, então nada melhor do que uma bolachinha feita de abóbora com desenho das famosas bolinhas!



Agora a vista do café é realmente linda! Olha lá nosso hotel no fundo! 




Daqui fomos para a vila pra conhecer outra obra de Tadao Ando a Art House Projects, aqui casas vazias com mais de 200 anos foram restauradas e transformadas em espaço de arte com instalações interativas, mantendo a arquitetura original.

Começou em 1998 com os artistas Kadoya, Minamidera, Kinza, Ishibashi, Gokaisho e Haisha.


Com certeza não é tudo que agrada, mas faz parte. Fomos comer Lamen num restaurantezinho indicado pela guia, e depois fomos visitar uma outra obra do James Turrel que foi bem interessante também chamada Minamidera Backside of the Moon, entramos numa casa toda escura, um grupo numa fila indiana, uma apoiando no ombro do outro e com a mão esquerda passando na parede contornando a sala, porque realmente não dava pra ver absolutamente nada até sentarmos em uns bancos encostados em uma parede. Tinha que ficar quieto olhando pra frente.
Depois de algum tempo começávamos ver uma tela ao fundo e quando todos já estavam vendo essa tela ao fundo podíamos andar até ela.







 Só chegando bem perto é que viemos que era um buraco na parede e que sempre tinha estado lá, desde o inicio. 
No fim é uma experiencia de como sempre buscamos luz e significado.

Outra obra interessante foi Go'o Shrine, um antigo templo xintoísta no alto da colina tb transformado em arte pelo Hiroshi Sugimoto.


Go'o Shrine de Hiroshi Sugimoto

Ele ambientou o local e fez uma escada de vidro ótico que vai do subterrâneo até a parte superior do templo para que todos os seres até os que vêm do mar  tenham acesso ao templo...
Voltamos para o hotel mortos de tanto andar!
No quarto fomos brindados com um maravilhoso pôr do sol!




Hoje tínhamos marcado o restaurante japonês do hotel e estámos felizes por não ter que andar até a praia para o Terrace….
Estávamos animados também com o restaurante porque nosso café da manhã japonês tinha sido nele e tinha sido muito bom, o menu degustação foi bom, mas nada de mais.... O francês foi muito melhor!

No dia seguinte saímos cedo pra pegar a balsa pra outra ilha chamada Teshima 
onde veríamos 6 instalações de arte, esta ilha fica perto, mas não tem barco direto, então tínhamos que pegar o onibus do hotel até a balsa, pegar a balsa voltando para o porto de Una e do porto pegar um outro barco pra ir. 
Nossa bagagem já estava toda fechada na recepção e seria levada pelo nosso motorista que ficaria nos esperando no porto, pois a tardinha votaríamos e iriamos de trem direto pra Kyoto. 
A guia tinha nos advertido para não atrasarmos porque só tinha um barco pra Teshima, então meia hora antes já tínhamos decido, pago a conta e estávamos sentados no saguão. Ela chegou, nos levantamos pra ir e ela falou que não precisava porque faltavam 15m ainda para o onibus passar...  Bom ficamos ali até o Fernando falar depois de 10m que era melhor ficarmos na frente do hotel já no ponto do onibus... Saímos e nada do onibus... Aí ela entra pra perguntar e depois volta falando que o onibus tinha passado 10m antes do horário! 
Outro stress... 
Sem termos condução pra descer rápido até o porto... O Fernando ficou bravo com ela... No fim acabou passando um outro onibus que nem era do hotel e que nem ia pro porto e pegamos ele mesmo... Aquela correria e a guia falando que Teshima nem tinha tantas obras assim, ou seja não iriamos perder muita coisa... Só que tínhamos vindo pra cá justamente porque ficamos super animados com uma delas era a que nos tinha sido super recomendada…
Começamos a perceber algo que durou até o final da nossa viagem, os guias aqui são despreparados! Sempre viajamos com a Teresa Perez e nunca antes tivemos problemas com guias, mas aqui no Japão foram 95% delas idosas e  ruins... Acabei até encontrando 2 amigas de São Paulo sem querer e as duas reclamaram das guias também.... 
Apesar do stress, no fim corremos e conseguimos pegar o barquinho de passageiros para Teshima. 
No caminho mais refinarias e transporte de minérios....





Na ilha nos dividimos pegando onibus e taxi, porque segundo a guia a preferencia aqui pra pegar onibus são das pessoas que moram na ilha e não dos turistas...




O nome Teshima significa Te abundância e Shima Ilha, é uma ilha rural com mais ou menos 1000 habitantes. Há anos atrás houve um grande escândalo quando foi descoberto 600.000 toneladas  de lixo tóxico na ilha, em 2000 depois de 25 anos de batalhas jurídicas o lixo foi retirado e levado para ser reciclado em Naoshima.




Chegando lá fomos direto pra primeira instalação chamada Les Archives du Coeur do artista frances Christian Boltanski
 que foi montada numa pequena construção numa praia da ilha.



Esse projeto começou no verão de 2010 em Londres quando o artista recolheu o batimento cardiaco de vários voluntários. Na formação de Teshima houve a oportunidade de deixar todos eles registrados junto com muitos outros gravados na própria ilha. Como a digital, o batimento cardíaco é único e aqui foi transformado em arte.



Nossa guia não gostava muito porque a luz pisca enquanto se ouve o batimento cardíaco e é meio escuro, tinha medo.... 

Daqui voltamos a pé até a vila pra pegar um taxi pra ir para o tão esperado Teshima Art Museum. 




É sempre complicado quando se tem uma expectativa alta, mas aqui não houve nenhum desapontamento e sim, na verdade um encantamento...



A entrada não fala muito, tem um rapaz que nos explica que não podemos fotografar, fazer barulho, falar, e temos que entrar sem os sapatos... 




A entrada não diz nada, mas lá dentro é uma coisa difícil de se explicar... 


Essa instalação juntou a criatividade do arquiteto Ryue Nishizawa com a genialidade da artista Rei Naito nesta incrível instalação a céu aberto! A construção foi feita acompanhando o formato da colina   e depois foi escavada toda a terra de dentro....




A artista Rei criou uma atmosfera de paz e tranquilidade onde pequenas gotas de água afloram do chão, de minúsculos buracos imperceptíveis no solo de cimento branco, essas pequenas gotas vão formando pocinhas que ás vezes escorrem se juntando umas as outras... Em alguns poucos lugares há pequenos ralos abertos onde, às vezes, se escuta a água caindo.... Uma delicadeza de vida continua....
Lindo demais!


Ficamos aqui 1h sentados sem querer sair... O canto dos pássaros na mata ao lado preenchia o local e parecia que eles cantavam aqui dentro, nesse mundo de tranqüilidade onde mesmo o tempo não parece ter limites pela forma do espaço sem cantos, o tamanho enorme, o silêncio, a delicadeza e o cuidado pra não se pisar em nenhuma gotinha... 





Uma obra viva onde nada prevalece e nada falta.... onde tempo não existe... pura perfeição..... 

Saímos de lá e fomos almoçar na lojinha desse museu, só 2 onigiris sem recheio, só arroz, mas tb pra que mais coisas depois dessa experiência.... 




Em seguida fomos ver uma obra da artista japonesa Mariko Mori chamada Tom Na H-iu que simboliza vida e morte na nossa época, o antigo e o higt-tech...






É tipo um monólito celta feito com vidro opalescente com Led dentro. Bom isso fiquei sabendo depois pesquisando na internet porque como já disse nossa guia era bem fraca no quesito arte e infelizmente as placas aqui com explicações são todas em japonês... Outro problema é a internet 3G que tb não funciona pra pesquisas rápidas no momento em nenhum lugar!  Enfim descobri depois que o melhor momento pra ver esta instalação é a noite...





Este monolito está em sintonia com as informações enviadas via internet do Super-Kamiokande Neutrino Observatory em Tokyo e cada vez que é detectado uma partícula de uma estrela supernova o monólito responde com um flash azul, verde, amarelo ou rosa....
Moderno né?

Depois voltamos a cidade que também tem instalações nas casas e terrenos, nesta parte fizemos tudo a pé. A primeira instalação é do artista Shinro Otake que uniu essa estrutura abandonada há 30 anos que foi uma antiga fabrica de agulhas de costura com a estrutura de madeira usada como forma de barcos de fibra de vidro, tb abandonado num estaleiro há 30 anos.





Em seguida fomo visitar a Theshima Yokoo House uma obra do artista Tandanori Yokoo com colaboração do arquiteto Yoko Nagayama. Aqui uma casa de moradia foi restaurada e compreende 3 espaços distintos a casa principal, o depósito e os toilets! Isso fora o jardim de pedras!
O diferente aqui é como um simples vidro colorido pode alterar completamente as cores reais, como nossa percepção se engana quando algum filtro é colocado...




Além desses ambientes tem a torre cilindrica onde se pode entrar e ter uma experiencia de estar num túnel infinito formado de postais de quedas água nas laterais e espelhos.




Aqui terminamos as instalações de Teshima, mas como tínhamos um tempo ainda até a saída da balsa fomos tomar um café no conhecido multiuso espaço (café/restaurante/casa de shows/galeria) Il Vento, famoso por seus ambientes com ilusão de ótica....



O espaço estava fechado para o café, mas pudemos entrar e conhecer... Saímos pensando em algum outro lugar pra tomar um café e esperar, foi aí que consegui entrar na internet com o WiFi do Il Vento e ver que em Teshima tem alguns produtores de morango... O Diego nosso filho, a Gabi e amigos tinham vindo esquiar aqui no Japão em Niseko, lugar que dizem ter o melhor powder do mundo, um mês antes da nossa chegada e tinham ficado impressionados com os morangos e tinham nos dito pra não deixar de comer. Olha eles aí!





Comentando com a guia ela falou que tinha um lugar simples que eles vendiam os morangos e onde poderíamos comer também, no fim era perto e foi uma delícia!



Realmente os morangos aqui são divinos! Enormes, perfeitos e deliciosos! Imperdível!!! 
Compramos 6 caixinhas e levamos pra Kyoto! 

As 3:30 pegamos a balsa de volta pra Uno nosso motorista estava esperando com nossa bagagem e saímos com destino a Okayama onde pegamos o Shikensan ou trem bala pra Kyoto, foi 1 hora de trem onde comemos 1 das caixas de morango!

Pra quem gosta de arte contemporânea e estiver planejando a viagem pro Japão, Naoshima e Teshima são bem interessantes!






quarta-feira, 3 de maio de 2017

Japão 1 - Osaka 2017





Viemos de São Paulo direto pra Osaka com escala de 4h em Dubai. Foi tudo muito tranquilo, mas quem conheceu a Emirates como nós há anos atras, não é mais a mesma coisa….  Dia 16/03/17 chegamos em Osaka
Chegamos no fim da tarde com um pôr do sol lindo. 
O aeroporto é meio longe do centro mas apesar do horário de rush não tinha transito. 
Ficamos no Ritz hotel, marcamos o restaurante japonês do hotel Hanagatami pra 9hs. O local é bonito com vista pra um jardim interno e logo que chegamos e pedimos sakê já descobrimos que na maioria dos restaurantes eles trazem uma bandeja de copinhos diferentes pra que cada um de nós escolhamos um. O sakê eles trazem a garrafa mas em todos os restaurantes o preço da bebida é de pequenas garrafas estilosas que eles sempre colocam dentro de um recipiente com gelo, fica muito charmoso!





Escolhemos uma das degustações, para nossa sorte foi rápida, depois de 28hs em transito foi perfeito!
Amanhã vamos conhecer Osaka no nosso único dia aqui! 

Acordamos às 5 da manhã por causa do fuso, aproveitei pra lavar a cabeça e levei 50m pra conseguir secar o cabelo com um secador bem fraco, não entendo como um hotel desse ainda tem secador assim…. Essa é a vista do nosso quarto, Osaka não é uma cidade charmosa, pelo menos o que vi até agora....



Bom descemos pro café que é bem interessante, tem a parte de café ocidental e a parte japonesa, ambas bem completas. Praticamente foi um almoço o que foi ótimo porque depois fomos só jantar.

Saímos de carro pra conhecer o famoso Caselo Himeji um dos 12 castelos feudais remanescentes no Japão, sendo este o maior deles.



Levamos 2.20 pra chegar em Okayama sem pegar transito, com o motorista avisando que provavelmente demoraríamos muito mais na volta já que era sexta feira e seria feriado na segunda. A pista de volta já estava parada…
Além disso logo saindo de Osaka esse elevado já fica com essa lateral de contenção de barulho já que tem apartamentos grudados na pista, ou seja, não tem vista nenhuma pra se ver...



Bom ficamos tensos com a perspectiva e perguntamos se não tinha trem bala de Osaka até a cidadezinha do Castelo, qual foi a surpresa quando a guia falou que tinha…. Perguntamos quanto tempo levaria pra chegar e ela chutou 40m, mas depois descobrimos que é 25m! Mas primeiro vou falar desse castelo! 





O Himeji Castle conhecido também como Hakurojõ ou Shirasagijõ pelo seu brilhante exterior branco é um complexo palaciano com 82 edifícios de madeira localizado em Himeji.

Em 1333 Akamatsu  Norimura construiu um forte de defesa em cima desta colina, sucessivamente foram sendo construídos edifícios até que em 1581 foram construídos 3 castelos até que em 1601 ele foi dado como prêmio a Ikeda Terumasa pela sua ajuda na batalha de Sekigahara. Entre 1601 e 1609 ele foi todo remodelado e expandido e sobreviveu por 400 anos!




Mesmo no periodo Meiji onde os shoguns ficaram mal vistos e muitos castelos foram destruídos ele passou por um período de abandono mas resistiu mesmo com saques de muitos portões e matérias pra construção, só não foi totalmente destruído por causa dos inúmeros esforços do coronel Nakamura Shigeto homenageado num dos portões do castelo.

Em 1871 o castelo foi a leilão e foi comprado pela bagatela de 2.200 dólares aproximadamente com intuito de ser demolido, ter os materiais vendidos e a terra arada!
Porém o novo dono descobriu que era muito caro para demolir e ele acabou sendo abandonado.




Na segunda guerra foi bombardeado todo seu entorno e a única bomba que caiu dentro dele não explodiu!
Em 1956 começou a grande restauração do castelo, foi gasto muito dinheiro segundo minha guia...
Em 1993 tornou-se Patrimonio da Humanidade da UNESCO.

Apesar do grande terremoto de Hanshin em 1995 com inúmeros mortos e muita destruição a estrutura do castelo sobreviveu.

Em 2010 começou outra grande restauração e o Castelo foi inaugurado em março de 2015 novinho como vcs podem ver!

Ele se tornou um dos maiores castelos turísticos do Japão recebendo anualmente muitos turistas, só em 2016 foram aproximadamente 2.860.000!

Esse foi nossa primeira aula de história, depois percebemos que aqui no Japão tudo é assim reconstruído muitas vezes, pra quem viajou muito e viu muitas coisas antigas pode ser um pouco frustrante, mas como dizem é o que temos para o momento...
De toda maneira é bonito. Depois a gente vai aprendendo também que esses castelos todos tem o mesmo estilo então se vc for pra outro lugar pode ver um castelo parecido, pode ser menor mas no estilo...






Contando mais um pouco sobre a arquitetura... Todo complexo fica numa área de 233 hectares, o castelo principal tem 46m de altura 
e foi todo feito em madeira maciça, cedro e cipreste foram usados mas tb da pra ver partes em pinho de riga. A estrutura é toda em madeira como da pra ver nessa maquete!



São 7 andares internos onde ficavam guardas, a cozinha, armas, enfim tudo pensando sempre na segurança diante as invasões. Até banheiro tem! Só as mulheres, a consorte principal, concubinas e crianças que ficavam numa ala na parte de fora da fortaleza, dentro do complexo, mas fora do castelo em si…. Vai entender….

Tudo foi pensado para retardar ou atrapalhar os ataques, cada portão fica numa curva pra ser mais difícil de ser arrombado, os degraus sempre com pedras irregulares e escorregadias, toda esse caminho de subida vai estreitando e colocando os passantes abaixo dos diversos pontos de defesa onde era jogado água ou óleo quente, pedras, enfim qualquer coisa pesada durante os ataques.



Já dentro do castelo o sistema é o mesmo, as escadas são estreitas e íngremes. Subimos todas elas e lá em cima hoje existe um pequeno templo shintoísta.




 E tem uma perfeita visão de todo o vale!



Na saída fizemos o caminho passando pela casa das mulheres. Eram 40 concubinas e dormiam 8 em cada quarto de 3x2m… Apertadinho né?
Os aposentos da esposa era maior com 2 salas.
Dizem que o mais bonito da casa delas é a vista do jardim todo de cerejeiras com a vista do palácio, mas como viemos para pegar a floração que é de 1 semana mais pro final da viagem de 1 mês que no Japão o que vimos até lá foram galhos e galhos por toda a parte. Por isso fica a dica, acho que o outono não tem essa coisa de ter essa semana da florada, mas tem verde, amarelo e vermelho pro todos os castelos e templos... Com certeza ficam mais bonitos...




Uma ultima olhada antes de sair da área do castelo!




Depois que saímos perguntamos a guia se dava pra voltarmos de trem, ela disse que poderíamos tentar comprar os tikets, fomos e chegamos certinho pra comprar e sair correndo escada acima pra pegar o trem. Bom levamos 25 minutos pra chegar em Osaka!
Portanto fica a dica pra quem estiver em Osaka ou em qualquer outro lugar o melhor é sempre pegar o trem bala! Não caiam em nenhuma conversa de agente de viagem! Onde tem trem bala é muito mais fácil, barato e rápido!

Com esse tempo que economizando voltando de carro e pedimos pra visitar o Kaiyukan Aquarium de Osaka, o maior aquário do mundo!




Perto da entrada do aquário tem a roda gigante que foi a maior do mundo por exatos 3 dias! Aí foi inaugurada a de Londres e lá se foi o título!




Nossa guia dizia que não daria tempo pra visitarmos o aquário porque precisaríamos de umas 3h no mínimo, aqui as guias são assim, querem fazer o que está no programa, que nem sempre é o melhor e fim... Mas como somos turistas vividos, aprendi a fazer o que eu quero e falei que ela podia nos deixar lá que nós sozinhos faríamos e voltaríamos de taxi pro nosso hotel! Com certeza é um aquário que dá tranquilamente pra ser feito em 1hora, nós ficamos 1:30h porque ficamos sentados bestificados com o tamanho e beleza dos diversos peixes do enorme aquário central e não queríamos mais ir embora!


Esse aquário foi inaugurado em 1990 e tem 11.000 toneladas de água! São 14 aquários gigantescos com 620 espécies que rodeiam o Oceano Pacífico totalizando 30.000 seres vivos!
Os pontos vermelhos da foto abaixo são os vulcões ativos que formam o Anel de Fogo do Pan Pacífico e os pontos verdes sobrepostos ao anel de fogo indicam a densidade de seres vivos nesses locais formando o Anel de Vida do Pan Pacífico! Todos esses animais estão representados vivos aqui neste imenso aquário! 




O que já chama atenção de cara é a transparência da água!
Além disso eles fazem questão de replicar o ambiente do habitat natural de cada espécie!
A quantidade de peixes dos aquários que são grandes também impressionam e não pensem que eles estão ali parados, não! Estão todos nadando e parecem muito bem tratados!
Tem pinguins, capivaras, golfinhos, todo tipo de peixes, enfim, muito mais do que se pode imaginar.

Mas é quando a gente chega no aquário central maior de todos que tem 5.4 toneladas de água e vemos os 2 imensos tubarões baleia, os diversos tubarões, diversas raias manta, chita, e mais inúmeros peixes é que a gente fica de boca aberta!





Isso tudo com cardumes de peixes passando, peixes dormindo, peixes olhando pra gente e até um mergulhador limpando cada pedacinho desse enorme aquário.
Esse é o acrílico de 30cm de espessura com que eles fizeram as 103 grandes placas do aquário, elas pesam 314 toneladas!




Depois que a gente sai desse sonho de mergulho a gente imagina que já viu tudo de lindo e que deve ser a saída, qual o que!  Aí a gente entra na parte mar abissal do Japão que tem 800m de profundidade e 800km de extensão. Neste aquário ficam os Caranguejos Aranha que vivem na profundidade entre 200 e 400m. Eles sao enormes, tem uns 70 cm de altura! E
 não são um ou dois.... São vários! Devem ter uns 30!




Eu nunca tinha visto nem um, imagine ver todos esses juntos!
Depois entramos no Pavilhão das Medusas, um sonho a parte….


De uma sutileza e beleza irreal….






Saímos de lá com a alma lavada de tanta beleza!





Voltamos pro hotel nos arrumamos e fomos jantar num restaurante chamado Kashiwaya, um restaurante familiar que recebeu 3 estrelas do Guia Michelin.



Nos receberam numa sala grande só nós 2, foi meio estranho no começo, aquela mesa enorme só pra nós, mas depois o kaiseki começou e relaxamos!



Os pratos foram chegando o maravilhoso sakê foi sendo servido e esquecemos do lugar, do tempo e ficamos só degustando um prato melhor que o outro!

Sopa verde de Kikuna no meio acima, essa folhinha verde que parece uma samambaia é Sancho e proporciona aquela mesma sensação de dormência do nosso Jambu


O Chef Hideaki Matsuo realmente é de um capricho e sutileza pouco habituais…


Sashimi 

Tudo muito caprichado e delicioso! Depois descobrimos que os Kaisekis tradicionais seguem sempre uma sequencia certa, e também sempre usam ingredientes da estação com o toque especial do Chef,  portanto o ultimo prato é sempre um arroz e aqui foi um dos melhores que comemos! 








O restaurante Kashiwaya é da família desde 1868 e só depois descobrimos que quem nos serviu foi a esposa dele,  foi nos explicando tudo e quando não conseguimos uma tradução boa das diversas iguarias a internet ajudava muito!
Elogiamos muito tudo e na saída todos eles nos levaram até a porta, muito gentis…

Chegamos mortos no hotel!
No dia seguinte saímos cedo, pegamos o trem pra Okayama, mais 1 hora de carro até o ferry pra ilha Naoshima onde nos hospedaremos no Hotel Museu Benesse House. 

Não sei se chegamos com muita expectativa no Japão mas Osaka não nos encantou como cidade...

quarta-feira, 15 de março de 2017

Japão e Coreia Roteiro 2017

Roteiro da Viagem ao Japão e Coreia do Sul.
Alguns passeios foram trocados por causa do tempo, todos os passeios e dicas estão em cada post referente.


1° dia – São Paulo – conexão – Osaka (Japão)
(15 Março 2017 – Quarta Feira)
Apresentação no Aeroporto Internacional de Guarulhos para embarque com destino a Osaka, com
conexão em Dubai.

2°dia – Osaka
(16 Março 2017 – Quinta Feira)
Chegada e traslado ao hotel. Hospedagem por 2 noites.

3°dia – Osaka
(17 Março 2017 – Sexta Feira)
Às 10h, saída para passeio de dia inteiro. Visita ao Castelo Himeji e depois Aquário de Osaka


4°dia – Osaka – Okayama – Naoshima
(18 Março 2017 – Sábado)
Às 11h, traslado a estação de trem para embarque com destino a Okayama. Saída do trem
prevista para as 12h09. Chegada prevista para as 12h55, assistência e traslado ao porto de Uno
(aproximadamente 50min de viagem) para embarque em ferry regular com destino a Naoshima.
Hospedagem por 3 noites.

5°dia – Naoshima
(19 Março 2017 – Domingo)
Dia de explorar a ilha e os inúmeros museus de arte e
instalações.

6°dia – Naoshima – Teshima – Naoshima – Okayama – Kyoto
(20 Março 2017 – Segunda Feira)
Às 8h30, encontro com o guia e traslado em ônibus, oferecido pelo hotel, ao porto de Miyanoura
para embarque de ferry regular com destino a ilha de Teshima para visita das instalações e museu.
Às 15h45, retorno ao porto para embarque com destino a Naoshima. Saída do ferry prevista para as
15h55. Chegada prevista para as 16h17 e embarque em ferry com destino ao porto de Uno.
Chegada e viagem com destino a estação de trem de Okayama para embarque com destino a
Kyoto. Chegada e traslado ao hotel. Hospedagem por 5 noites.

7°dia – Kyoto
(21 Março 2017 – Terça Feira)
Visita a templos Kyoto


8°dia – Kyoto – Arashiyama – Kyoto
(22 Março 2017 – Quarta Feira)
Às 9h, saída para passeio de dia inteiro a Arashiyama.

9°dia – Kyoto – Nara – Kyoto
(23 Março 2017 – Quinta Feira)
Às 9h, saída para passeio de dia inteiro a Nara, a primeira capital permanente do Japão, incluindo
visita ao Santuários, Templos e Parque dos Cervos Sagrados.

10°dia – Kyoto – Shiga – Kyoto
(24 Março 2017 – Sexta Feira)
Às 9h, saída para passeio de dia inteiro incluindo visita ao Museu MIHO em Shiga e outros templos em Kyoto

11°dia – Kyoto – Yamashiro Onsen
(25 Março 2017 – Sábado)
Às 11h30, traslado a estação de trem para embarque com destino a Kaga Onsen. Hospedagem por 2
noites.

12°dia – Yamashiro Onsen
(26 Março 2017 – Domingo)
Às 10h, saída para passeio de dia inteiro, incluindo visita ao Templo Eiheiji e Natadera.


13°dia – Yamashiro Onsen – Kanazawa
(27 Março 2017 – Segunda Feira)
Às 11h, viagem com destino a Kanazawa (aproximadamente 50km, em média 1h de viagem).
Chegada e saída para passeio de meio dia em Kanazawa, começando com visita ao Kenrokuen
Garden. Hospedagem por 2 noites.

14°dia – Kanazawa
(28 Março 2017 – Terça Feira)
Às 9h, saída para passeio de dia inteiro em Kanazawa. Visita ao "Higashiyama" Distrito das
Gueixas e Distrito dos Samurais. A noite, experiência da cultura japonesa com um jantar com as
Geishas.

15°dia – Kanazawa – Tokyo
(29 Março 2017 – Quarta Feira)
Às 10h30, traslado a estação de trem para embarque com destino a Tokyo. . Hospedagem por 11
noites.

16°dia – Tokyo
(30 Março 2017 – Quinta Feira)
Às 10h, saída para passeio de dia inteiro em pela cidade.

17°dia – Tokyo
(31 Março 2017 – Sexta Feira)
Às 9h, saída para passeio de dia inteiro em Tokyo.

18°dia – Tokyo
(01 Abril 2017 – Sábado)
Às 10h, saída para passeio de dia inteiro em Tokyo.

19°dia – Tokyo – Kamakura – Yokohama – Tokyo
(02 Abril 2017 – Domingo)
Às 9h, saída para passeio pela cidade.

20°dia – Tokyo – Nikko – Tokyo
(03 Abril 2017 – Segunda Feira)
Às 8h, saída para passeio de dia inteiro à histórica cidade de Nikko,passeio até o Lago Chuzenji, visita às magníficas Quedas de Kegon.

21°dia – Tokyo – Hakone – Tokyo
(04 Abril 2017 – Terça Feira)
Às 8h, saída para passeio de dia inteiro a Hakone (aproximadamente 100km, em média 1h de
viagem). Ao chegar na região do famoso Monte Fuji, visita ao Estúdio Yosegizaiku. Em
seguida, passeio de barco pelo Lago Ashi. Logo após, visita ao Hakone Open Air Museum.

22°dia – Tokyo
(05 Abril 2017 – Quarta Feira)
Às 9h, saída para passeios em Tokyo

23°dia – Tokyo
(06 Abril 2017 – Quinta Feira)
Às 10h, saída para passeio de dia inteiro pela cidade.

24°dia – Tokyo
(07 Abril 2017 – Sexta Feira)
Dia livre. Sugerimos visita as diversas lojas de departamento nos bairros de Ginza, Shibuya e
Harajuku.

25°dia – Tokyo
(08 Abril 2017 – Sábado)
Dia livre. Sugerimos visita a Tokyo Tower ou Tokyo Skytree onde é possível observar toda a
cidade de Tokyo.

26°dia – Tokyo – Seoul (Coréia do Sul)
(09 Abril 2017 – Domingo)
Em horário apropriado, traslado ao aeroporto para embarque com destino a Seoul. Hospedagem por 4 noites.

27°dia – Seoul
(10 Abril 2017 – Segunda Feira)
Passeio de dia inteiro pelos principais pontos da cidade.

28°dia – Seoul
(11 Abril 2017 – Terça Feira)
Em horário apropriado, saída para passeio de dia inteiro a Yongin, cidade satélite de Seoul.

29°dia – Seoul
(12 Abril 2017 – Quarta Feira)
Em horário apropriado, saída para passeio de dia inteiro, incluindo visita ao Leeum Samsung
Museum of Art, ao Dongdaemun Design Plaza, ao Lotte World Tower,

Aqui nossa viagem foi interrompida por problemas com a Coreia do Norte e voltamos para o Brasil, mas fica abaixo o roteiro pra quem se interessar.

30°dia – Seoul – Gyeongju
(13 Abril 2017 – Quinta Feira)
Em horário apropriado, traslado a estação de trem para embarque com destino a Gyeongju
(aproximadamente 2h de viagem). Conhecida como "o museu a ceu aberto", Gyeongju detém
mais tumbas, templos, esculturas em pedra, pagodes, estatuária budista e ruínas de palácios do
que qualquer outro lugar na Coreia do Sul. Ao chegar, visita ao Templo Bulguksa e ao Seokguram
Grotto, Patrimônios Mundiais da UNESCO, ambos formam um religioso complexo arquitetônico de
excepcional significado.

31°dia – Gyeongju
(14 Abril 2017 – Sexta Feira)
Em horário apropriado, saída para passeio de dia inteiro, incluindo visita a Cheonma Royal
Tumuli, tumbas dos reis e nobres da dinastia Silla; ao Donggung Palace e Wolji Pond, localizado
no Parque Nacional de Gyeongju; e ao Cheomsungdae Observatory, o mais antigo observatório
astronômico da Ásia, construído entre os anos de 632 e 647.

32°dia – Gyeongju – Busan
(15 Abril 2017 – Sábado)
Em horário apropriado, viagem com destino a Busan (aproximadamente 2h de viagem). Chegada
e saída para passeio de meio dia pela cidade, incluindo visita a Busan Tower, com 120m de
altura, é o símbolo da cidade. Visita ao Jagalchi Fish Market, o maior mercado de frutos do mar
da Coréia do Sul. Por fim, visita ao templo Yonggungsa, que está localizado na costa de Busan.
Apresentação no hotel e hospedagem por 1 noite.

33°dia – Busan – Jeju
(16 Abril 2017 – Domingo)
Em horário apropriado, traslado ao aeroporto para embarque com destino a Jeju. Chegada e
saída para passeio de meio dia pelo penhasco de Jusangjeolli, uma espetacular formação rochosa
de origem vulcânica na costa sul da Ilha; e pelas Cataratas de Cheonjiyeon, que significa
literalmente "céu conectado com a terra". Além da queda d'água de 22m de altura, 12m de
largura e 20m de profundidade, há uma grande variedade de árvores silvestres, animais e plantas
raras no interior do parque. Apresentação no hotel e hospedagem por 3 noites.

34°dia – Jeju
(17 Abril 2017 – Segunda Feira)
Em horário apropriado, saída para passeio de dia inteiro, incluindo visita a cratera do vulcão
Ilchulbong. O Seongsan Ilchulbong é a cratera de um vulcão adormecido no extremo leste a Ilha
de Jeju. Com 182 m de altura, possui formação cônica, típica de um vulcão, com uma enorme
cratera criada há mais de 5 mil anos. Em seguida, visita a Seongeup Folk Village, localizada no pé
do Mt. Halla, é uma cidade pequena que abriga uma vasta quantidade de cultura, passada de
gerações em gerações. Por fim, às cavernas Manjanggul Lava Tube. Patrimônio Mundial da
Unesco, o enorme tubo de lava de 23 metros de largura e 30 de altura é uma das riquezas
naturais da ilha. O excelente estado de conservação é um dos pontos fortes desta extensa
caverna, já que é possível observar e caminhar pelos túneis naturais

35°dia – Jeju
(18 Abril 2017 – Terça Feira)
Em horário apropriado, saída para passeio de dia inteiro ao Hallasan National Park, Patrimônio
Mundial da UNESCO. A Hallasan Mountain é o mais famoso monumento da ilha, além de possui
um grande valor geológico para os cientistas.

36°dia – Jeju – Seoul – conexão – São Paulo
(19 Abril 2017 – Quarta Feira)
Em horário apropriado, traslado ao aeroporto para embarque com destino a Seoul. Chegada no
Aeroporto de Gimpo e traslado ao Aeroporto de Incheon para embarque com destino a São Paulo,
com conexão em Dubai.