terça-feira, 8 de outubro de 2013

Santiago (continuação) - Chile


No nosso quarto dia em Santiago resolvemos voltar ao Vale Del Maipo para conhecer a Viña Haras de Pirque. Esse haras foi comprado em 1991 e em seguida começaram a plantar as vinhas, em 2000 terminou a construção da Bodega e tb foi feita a parceria com a vinícola italiana Antinori.
Dessa parceria nasceu o vinho Albis que é 80% Carbenet Sauvignon e 20% Carmenere e é o carro chefe desta vinícola.


A visita a esta vinícola foi bem interessante porque pudemos ver todo o processo de feitio do vinho desde a chagada das uvas, fermentação e amadurecimento.
A construção da Bodega é muito interessante e única pois tem o formato de uma ferradura, pela maquete dá pra ter uma idéia...



Saímos de lá e fomos almoçar num restaurante indicado pela moça que fez nossa degustação, já que essa vinícola não tem restaurante, fomos ao El Manso Toro mas a comida foi bem fraquinha e o preço alto, portanto não aprovado!
Melhor teria sido comer nos restaurantes das vinícolas Concha y Toro ou Santa Rita!




Voltamos ao hotel W em Santiago e subimos a cobertura para ver a vista e o por do sol na área da piscina!



A noite fomos ao restaurante Europeo tb muito bem cotado, a comida é boa o ambiente é gostoso.
O beef tartar de entrada foi um dos melhores que já provei!
Nossa sobremesa foi uma surpresa, os meninos dicidiram um crepe Suzette que estava muito bom segundo eles, e nós iríamos dividir um souflê Grand Manier, mas quando chegou nosso soufle quase caímos de costas, ele era enorme feito numa tigela de uns 20cm de diâmetro! Daria fácil pra 6 pessoas, isso porque quando fomos pedir (tem que pedir na hora do pedido dos pratos) perguntei ao garçons se dava pra 2 pessoas ou era pequeno e era melhor pedirmos 2, ele riu, não entendi porque na hora e disse que dava, que eu podia ficar sossegada! Bom agora entendemos porque!





A surpresa e os risos foram tantos que esqueci de tirar foto dele antes de ser dividido, mas pelo menos tirei depois... Dá pra ter uma idéia!  O pior é que comemos ele inteiro em 2 pessoas!!!
Bom com certeza foi o melhor soufle que eu já comi, levíssimo!
Todos gostaram portanto restaurante aprovado!!!



No dia seguinte saímos para conhecer o centro velho da cidade, pegamos o metro perto do hotel, vale a pena conhecer esse metro, impecável e vazio!  Chegamos no centro depois de minutos e subimos no   Cerro de Santa Lúcia, local da fundação da cidade por Pedro de Valdivia em 1541, em 1871 esse local foi transformado num parque que engloba o Castillo Hidalgo, a Cailla la Hermita, a Plaza Neptune e no topo, pra quem tiver disposição de subir uma vista de 360° de Santiago!



Depois fomos andando pelas ruas do centro, que como todo centro velho é cheio de gente e meio sujo, até a Plaza de Armas para conhecer e ver a catedral que é muito bonita.




De lá fomos andando até o mercado, com certeza a parte mais cheia e feia do centro, o mercado em si se parece muito com o de Montevideo e estava lotado, entramos e saímos rapidinho...




Fomos andando pela praça, passamos o Museu de Arte Contemporânea e fomos até a rua Lastarria indicada pelo consierge do hotel como sendo o melhor lugar para almoçarmos ali por perto. A rua tem vários restaurantes e algumas barraquinhas de “antiguidades” bem fraquinhas.
Escolhemos o único restaurante indicado no guia da folha, já que o consierge não tinha indicado nenhum, o Patagonia, mas a comida foi ruim, ou seja não aprovado!

Na verdade as indicações do consierge do Hotel W deixaram muito a desejar num todo. Portanto se estiverem nesse hotel verifiquem bem os lugares indicados antes de ir, nesse caso o melhor teria sido pegar um taxi e comer num bom restaurante, já que tudo é perto em Santiago!

Pedi para me indicarem tb um lugar onde pudesse comprar roupinhas de bebê mais bonitas, mais finas com bordados eles me indicaram um lugar que foi horrível um centro de compras péssimo vem popular, saímos de lá e fomos para o Shopping Costaneras que era mais perto do hotel para comprarmos alguma lembrança para os netos, mas as lojas eram bem simples, as melhores são a Gap e Chicco...
Voltamos ao hotel e fui me certificar se tinha entendido certo o local das roupas de bebê, mas a outra menina que trabalhava no momento confirmou o local e ainda perguntou se tínhamos gostado! Portanto a indicação foi ruim mesmo!
A noite saímos para jantar no restaurante Mestizo, como era sábado estava lotado, ele fica no Parque Bicentenario e a vista deve ser bem bonita no almoço, na janta ele tb é interessante pela sua arquitetura, mas um pouco barulhento. A comida é muito boa vala a pena experimentar!



No dia seguinte pegamos o vôo para Calama onde vamos ficar 5 dias em São Pedro de Atacama. É a segunda vez que estamos indo para lá portanto é um destino que vale muito a pena!!!



Por do sol no Valle de La Luna!

sábado, 5 de outubro de 2013

Restaurante Boragó menu endêmico (degustação) - Santiago

Aqui é um capítulo especial dedicado ao restaurante Boragó, principalmente falando do seu chef chileno, com suas técnicas vanguardistas com produtos exclusivamente locais, Rodolfo Guzmán.
Esse restaurante inaugurado em final de 2007 é o único nesse estilo no país e quem sabe no mundo!
No começo sua cozinha foi difícil de ser entendida, e o restaurante esteve 3 vezes a ponto de fechar! Hoje é considerado o guardião da despensa endêmica do Chile!



"Um dia podemos estar a 4000m de altitude recolhendo um fruto que só cresce numa semana ao ano neste lugar do planeta e no dia seguinte num bosque recolhendo um cogumelo nativo. Por isso nossa cozinha é única!"



Quem diz isso é Rodolfo Guzmán de 34 anos ex-estrela de ski aquático, bioquímico, chef e professor no Mestrado de Inovação da Universidade Católica e cérebro do Boragó!

Para vcs terem uma idéia 2 vezes por semana eles recolhem ingredientes de lugares com mais de 200kl de Santiago, como os bosques de Quintay na região de Valparaíso e o Cerro Manquehue em Vitacura, além disso 5 vezes ao ano exploram San Pedro de Atacama, parte do deserto florido, Chiloé, Patagonia e Oncol procurando novos ingredientes!

O restaurante é bem simples em estilo minimalista com mesas de madeira, o salão fica em frente a cozinha onde 20 chefs praticam e trabalham minuciosamente cada prato!



 Na parte de cima fica o laboratório onde acontecem as investigações e criações dessa cozinha.

Além disso Rodolfo faz um trabalho de levantamento de toda flora e fauna chilena comestível, tuda essa pesquisa é desenhada em uma plataforma web de I + D de Boragó, onde futuramente todo o mundo poderá ter acesso, ou seja um dicionário gastronômico completo, onde vai poder se consultar onde cresce, que época do ano, como se colhe e como se cozinha cada espécie.
Esse projeto durará 10 anos e já tem 40% das informações lavantadas!

Bom agora vamos ao que interessa a degustação do Menu Endêmico do Boragó!!!

Primeiro o menu é diferente a cada dia, dependendo dos ingredientes que eles conseguem...

Pedimos os seguintes drinks para começar!
Pisco com espuma de Cedron (erva cidreira) e mojito com flores

Cada pessoa recebeu um potinho com um tipo de creme de manteiga com Peure, que é e pão ralado na tinta de lula para imitar a terra, por cima. É para misturar e passar no pão, muito bom!




Entradinhas  que vieram junto: fatias finas de beterraba com mini florzinhas, torresmo com ervas,  baicon de cervo e pão de rescoldo, feito nas cinzas ao modo chileno dos índios

Primeiro prato – Picoroco cru (o que ninguém está acostumado a comer, o picoroco que é um molusco só é servido cozido no Chile!) na folha de espinafre.



Segundo prato - Pichanga adaptada com pescado queijo de urtiga com ervas e flores frescas e curtidas uma explosão de sabores, todo mundo adorou!
Vinho da hamonização -  Sauvignon Blanc




Terceiro prato - Jardim de ouriços! São ouriços com diversas plantas silvestres que nascem nas rochas de Quintai  sem nenhuma água somente na condensação do frio, algas diversas da Patagônia e essa flor branca que descobriram que apesar da planta ser venenosa a florzinha é comestível!
Vinho da harmonização -  Riesling






Quarto prato -  Batata de terra fria do sul do Chile que por falta de luz e calor se torna meio amarga e de cor violeta. Está praticamente extinta em toda região e só existe uma senhora que ainda tem sementes e planta essa batata somente para uso familiar e foi onde o pessoal do Borago encontrou!
Feita com técnica de rescoldo em azeite de flor de cebola.
Harmonização com Chardonnay





Quinto quarto - Pescado de rocha roisco com purê de feijão branco com tinta de lula (é esse canudo escuro em cima do peixe), servido com salada de algas com caldo de raiz de ulte (tipo uma alga grossa do mar) com toque de sabor umami. Muito bom!
Harmonizado com Pinot Noire




Junto com o próximo  prato eles trazem um pequeno fogareiro com pedras quentes onde é jogado um liquido para proporcionar o aroma de pedras e madeiras florestais da ambientação deste próximo prato!




A idéia deste sexto prato é que houve uma caçada onde o cervo foi morto e vamos come-lo, portanto a visualização é com o sangue que espirrou e a pólvora!
Tudo isso servido com molho de chocolate amargo sob mesa de champignons e batatas.
Harmonizado com vinho Syrah de Matetic



Este sétimo prato é na verdade a primeira sobremesa: sorvete de licor de ouro feito com soro de leite e açafrão típico de Chonchi que fica no sul do Chile - com guarnição de pepinos e melões com folhas de menta. Simplesmente divino!!!
Harmonizado com vinho Gewurztraminer




Oitavo prato, ou seja, segunda sobremesa feita com espino (fruta  de uma árvore com gosto parecido  com café usado pelos Mapuches) em motivo de galhos de árvores secas.
Harmoniza com bitter chileno de ervas chamado Araucano que melhora a saúde e a potencia sexual!
Mas sinceramente uma bebida dura de engolir! Os homens não acharam tão ruim!




Nono prato e terceira sobremesa - bola de chocolate com exterior selado. Por dentro é quente e bem  cremoso e por fora é super gelado o que forma uma casquinha. Essa diferença de temperatura é maravilhosa!!! Pra que curte chocolate então é o manjar dos deuses!!!



Antes do chá ou café e para fechar com chave de ouro vem uma pastilha mentolada como uma espuma de nitrogênio para lembrarmos da patagonia e seu frio glacial!



Quando se coloca essa pastilha da boca ficamos soltando tipo um gelo seco pela boca e nariz, é a brincadeira do final desta maravilhosa degustação!!!                                                                                          

   


Tudo é tão pensado e cuidado que as infusões de ervas vem embalados pelo próprio restaurante num charme só!




Vale a pena pegar um vôo do Brasil só para experimentar!
Melhor recordação de Santiago com certeza!!!!!!!!!!

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Santiago - Chile


Nessa nossa viagem ficaremos 5 dias em Santiago depois iremos para o deserto do Atacama, na volta faremos as rotas do vinho nas regiões do Vale do Colchagua e Vale de Casablanca no Vale Central.

Saímos de São Paulo num vôo das 8:30 e chegamos para o almoço em Santiago, na viagem o tempo estava literalmente lindo com um “Céu de brigadeiro” ou seja, sem uma nuvem!
As cordilheiras puderam ser vistas na sua total magnitude, coisa que nenhuma foto faz jus!



Já estive várias vezes em Santiago e acho a cidade muito gostosa para se ficar! É charmosa, plana, cheia de parques lindos que nesta época do ano estavam floridíssimos, limpa, segura, em fim, tudo de bom.
Dá até um invejinha.....
Chegamos no hotel W que se pronuncia Doble "BV", nada de falar para o motorista de taxi dáblio que eles ficam te olhando com cara de “o que é que esse cara está falando!
O hotel é moderno e simpático, a localização é excelente!



No consierge nos indicaram uma restaurante perto do hotel para almoçarmos chamado Tierra Noble, que sinceramente não recomendo...
Achei a parte externa do lugar feia com seus plásticos e cortinas vermelhas de veludo, além disso o garçom errou um dos pedidos e pra falar da comida em si, dos pratos que pedimos, 2 estavam ótimos a entrada de ouriço e a entranha de Angus (um dos cortes de carne mais saborosas que já provei).  A centolla estava OK, mas muito temperada o que mascarava seu gosto e o resto deixou muito a desejar... Ou seja metade da turma saiu infeliz...
Portanto apesar de bem cotado, não aconselho...



A tarde andamos pela Av Providencia até o parque das esculturas que é interessante,  mas as esculturas mais bonitas estão mesmo nas praças, entradas do metrô e ruas perto do hotel.
A noite jantamos no Restaurante Osaka no próprio hotel, pra quem não conhece vale a pena experimentar. A comida uma mescla de peruana com toque japonês é muito boa!



No dia seguinte fomos visitar a Vinícola Concha y Toro, fundada em 1883, é a maior e mais turística de todas. Ela fica a uns 50minutos de Santiago no vale Del Maipo, essa região tem várias vinícolas chamadas vinícolas de Pirque (nome da região).



Na Concha y Toro eles tem 3 tipos de degustação, com 3 categorias de vinhos diferentes, mas justamente neste dia só estava disponível 2 delas, então escolhemos a segunda...
A visita é bem curta passando pelo jardim da casa antiga do SecXIX  depois uma parada rápida para fotos nas vinhas e começamos com uma degustação de um vinho branco na entrada da área de armazenamento. A área de produção mesmo não vimos...



Na adega vimos um filme com a lenda do surgimento do nome Casillero Del Diablo que hoje da nome a um dos vinhos e na época serviu para que o dono não fosse mais roubado quando o “diabo” resolveu passar as noites afugentando os ladrões, bem providencial esse diabo, sería bom se a moda pegasse em SP, não precisaríamos gastar tanto com segurança...
Bom depois disto fizemos uma degustação com queijos e vinhos com um somelier muito simpático.
As degustações seguem sempre a seguinte lógica, vai dos vinhos brancos mais suaves depois os tintos tb dos mais suaves até os mais encorpados.
Aqui no Chile eles são normalmente feitos com Sauvignon Blanc, Merlot, (com Shiraz em alguns blends) Carmenere e Carbenet Sauvignon.
Isso pode mudar um pouco de vinícola pra vinícola dependendo dos blends feito por cada uma das vinícolas, mas todas são mais ou menos iguais...
É bem básico mas interessante.



Almoçamos no restaurante da vinícola que é bom e aproveitamos para tomar o melhor vinho produzido por eles, um Don Melchor, no caso uma safra de 2002, com certeza um excelente vinho!
Tb compramos 1 Alma Viva e 2 Epu que são da parceria da Concha y Toro com a família Rothschild, para tomarmos no Atacama, porque sinceramente no caso desses vinhos melhores que são exportados para o Brasil o preço aqui é somente 10% mais barato!
Portanto para os amantes e compradores de vinho a melhor coisa é comprar vinhos bons de vinícolas menores que não são exportados para o Brasil e portanto tem um preço melhor sendo comercializado para pequenos clientes nas próprias vinícolas...



A noite jantamos no Astrid y Gaston, restaurante muito indicado e premiado em Lima como o melhor da America do Sul, sinceramente achamos os pratos bem ao estilo antigo, com bastante molho e nada de especial, e olha que estávamos em 4 pessoas e a opinião foi unânime!
O ambiente tb decepciona...



No terceiro dia saímos para andar do nosso hotel até o Bairro Vitacura considerada nossa Oscar Freire, o passeio foi gostoso, tentamos visitar o Museu da Moda que fica numa travessa da Av Vitacura, numa casa linda, mas só vai ser inaugurado em dezembro, pena...
De lá pegamos um taxi até o Museu de Bellas Artes, considerado o mais antigo da América do Sul, acabou de ser reformado e estava só com 2 alas abertas e poucas obras expostas, mas este palácio  erguido em 1910  em comemoração ao centenário da independência vale por si só!
A Arquitetura foi inspirada no Petit Palais e sua abóboda de vidro que foi fabricada na Bélgica encanta qualquer um!





Depois saímos andando pelo parque florestal em frente ao museu, cruzamos o rio Mapocho seguindo pela rua das universidades  para o bairro Bellavista, andamos até a casa de Pablo Neruda, mas tivemos que marcar hora pra visita, então marcamos para 3:45 e saímos pra almoçar.
Nos indicaram o restaurante Como Água para Chocolate, o restaurante em si é simples, mas simpático! O ideal é sentar dentro que é mais charmoso. A salada de Centolla com abacate e quinua é excelente. O raviolli de cetolla e o peixe estavam muito bons tb!



Ou seja restaurante aprovado por todos para o almoço!!!
Saímos correndo para a visita marcada...





A Casa Museo La Chascona foi construída a partir de 1953 por Pablo Neruda para sua amante e depois terceira esposa, Matilde. Esse nome La Chascona que significa A Descabelada em homenagem a sua então amante na época é, no mínimo, engraçado! Na casa tem um quadro dela pintado por Diego Rivera bem interessante e nas fotos antigas ela parecia bem bonita...



Eles foram amantes por 15 anos e depois se casaram, na verdade eles viviam mais na casa de praia chamada Islã Negra, mas em Santiago este era seu lugar favorito. 

Ele fez diversas modificações no local e apesar de bem pequenas essas 3 casas e seus jardins formam um lugar romântico e acolhedor, não dá nem pra imaginar o quão agradável devia ser antes da sua morte quando um curso d’água passava por varias partes do jardim!




Depois de sua morte Matilde ficou no local até morrer e como eles não tinham herdeiros ela transformou tudo numa fundação museu, ainda bem porque é um passeio delicioso e surpreendente!

De lá saímos a pé para subir no Cerro San Cristóbal no funicular construído em 1925!




A vista lá de cima é linda e tb pudemos ver se perto a Vigem da Imaculada Conceição de Santiago doada pela França em 1904!







No local tb tem uma capela muito bonitinha!
O passeio do dia foi praticamente feito todo a pé e no geral foi muito bom!!!

A noite fomos ao Restaurante Boragó, com certeza umas das melhores degustações que eu já fiz!!!




A foto é só pra vcs terem idéia e ficarem com água na boca!
Mas essa degustação com certeza merece uma postagem a parte!


segunda-feira, 3 de junho de 2013

Bezeklik Caverna dos 1000 Budas - Turpan China

Depois do almoço fomos visitar Bezeklik Thousand Buddha Caves!!!



Este complexo budista foi construido entre o Séc.V e Séc. XIV no Mutou Vale uma garganta das Montanhas Flamejantes.
As cavernas ficam no alto das montanhas e a maioria delas são da época do reinado Uyghur Kara-Khoja entre Séc.X e Séc XIII.


Neste local tem 77 cavernas cavadas na rocha, quase todas são retangulares ao fundo arcadas no teto, normalmente são divididas em 4 sessões e em cada uma delas há um mural de Buda ao fundo.


Todas as paredes e teto tem pequenas imagens de Buda, por isso o nome caverna dos 1000 Budas!


Em alguns murais  o Buda está circundado de figuras indianas, persas e europeias.


A qualidade dos murais variam muito, mesmo porque foram pitadas por séculos, alguns são bem "naif" enquanto outros são muito bem elaborados!



Os murais de Sakyamuni são de uma beleza impar!



Infelizmente muitas cavernas estão vazias... E outras foram destruídas pro muçulmanos locais que proibiam imagens figurativas, eles removeram os olhos e as bocas de dezenas de imagens!


No fim do Séc. XIX e começo dos XX os japoneses exploraram as ruínas e retiraram vários murais que se perderam pelo mundo... Algumas peças podem ser encontradas em alguns museus, no Hermitage em St Petersburgo...

No Museu Nacional de Tokyo...



No British...




 E tb  nos museus Nacionais da Korea e India... Ou pior ainda em coleções particulares...

Vcs sabem que a mais linda das cavernas foi inteira retirada pelo explorador alemão Albert von Le Coq e levadas para Berlin na época da guerra, é eles cortaram placas enormes de pedra com as pinturas e simplesmente levaram a caverna inteira pro museu de etnologia de Berlin, e infelizmente quando houve o bombardeio da cidade pelos aliados tudo foi destruído...

Apesar de todos esses "roubos" (que tb preservaram as pinturas), estando aqui por perto, vale a pena conhecer o local!


Voltamos para Urunchi e fomos para o hotel onde jantamos num buffet muito bom.
No dia seguinte pegamos um vôo cedo para Xian!
Mas isso é outra história!