sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Kathmandu - Nepal



Chegamos ao Nepal!

Situado na encosta da cordilheira dos Himalaias, é delimitado a leste pelo Tibet atualmente China e ao sul e oeste pela Índia. É considerado o país com maior densidade demográfica da Ásia, com 153 habitantes por metro quadrado!




Apesar de ser a terra em que Sidarta Gautama, o Buda, nasceu, a esmagadora maioria é hinduísta.




Como nosso guia diz, o Nepal tem duas coisas que todo mundo conhece, Buda que nasceu em 563 aC e o Everest, que em tibetano é Chomolungma e significa "deusa-mãe"!




O Nepal é um pequeno e pobre país incrustado nos Himalaias, espremido entre a China e a Índia, com 27 milhões de habitantes, 59 etnias, 100 línguas oficialmente reconhecidas... Um microcosmos da Ásia.



Muita tradição, muitos templos e stupas, lindos e antiquíssimos, com fantásticos entalhes em madeira e bronzes elegantemente trabalhados...





Estes maravilhosos centros históricos foram reconhecidos pela UNESCO e cada vez recebem mais turistas, principalmente europeus e americanos, abaixo Patan uma das três capitais imperiais de Kathmandu.




O que a maioria das pessoas não sabe é que foram os nepaleses que criaram a arquitetura dos pagodes e só mais tarde ele foi adotado pela China. A palavra pagode surgiu primeiramente em francês em 1545 derivada do dravidiano pagodi , significando "templo de uma religião oriental".




Montanhas e montanhas esculpidas com terraços para a plantação de arroz, fundamental não só para a apimentada culinária nepalense como também para as oferendas aos deuses.
As plantações de arroz empregam 90% da mão de obra do país que é considerado o maior país produtor da região.





Outrora uma monarquia (absoluta na maior parte da história), o Nepal tornou-se uma república parlamentarista em 2008, após um acordo entre os partidos políticos e as facções guerrilheiras rebeldes, tendo como pano de fundo a crescente insatisfação popular com o autoritarismo do último rei, Gyanendra.

Mas política não era assunto quando chegamos, pois foi no meio ao festival religioso mais importante do Nepal, o Dipawali, que equivale e é simultâneo ao festival indiano (Diwali), quando cada dia de festividade da semana é dedicado a um Deus e a um animal.



O animal do dia recebe aquela marquinha vermelha na testa e um colar de flores...



Imaginem vacas e cachorros usando estes adornos...
AH! Tem as mandalas tb! Muito lindas feitas de areia colorida!



Toda a cidade se enfeita com estes cordões de flores cor de açafrão, e tudo fica colorido em meio ao movimento frenético e incessante da capital, Kathmandu.



Inclusive a noite! A cidade não para! Mas para turistas é interessante porque fica tudo muito alegre!



Os padrões de tráfego e de higiene são semelhantes aos indianos.... Ou seja, inexistentes. Rsrs...

Quando chegamos ao hotel, foi uma grande surpresa!
O Dwaryka's Hotel é todo ao estilo nepalense e é lindo, mas depois eu conto!

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Swayambhunath Temple - Kathmandu



Kathmandu é um lugar incrível!
Quando vc pensa que já viu tudo ainda tem mais, e mais , e mais!



Hoje saímos cedo para os passeios e começamos visitando o Buddha Amideva Park.
Na verdade visitamos só a entrada onde ficam as 3 estátuas gigantes de ouro de Chenrezig, Sakyamuni e Guru Rinpoche.



É tantos lugares lindos para visitar que até os menos importantes como este é lindo assim....
É só clicar na foto que ela abre!





De lá fomos para o Swayambhunath Temple tb conhecido como Monkey Temple, este antigo complexo é conhecido como um dos mais antigos do Nepal construído no secXV, e os monges que lá vivem são considerados santos. É o segundo centro de peregrinação mais importante do Nepal só perdendo para Boudhanath Stupa.




O nome tibetano para o templo é Sublime Trees por causa das inúmeras espécie de árvores que existem nesta montanha.
Podemos ver os olhos e sobrancelhas de Buda pintadas nesta stupa que significam sabedoria e compaixão, e no meio deles está o símbolo nepales da unidade.




Para se chegar nesta stupa muitas pessoas sobem a pé os 365 degraus da escada principal, mas nós chegamos de carro, esta possibilidade nem foi nos informada a priori, coisas de guias com iniciativa...




Esse complexo é um dos mais bonitos que eu já vi e nele há inúmeras lojinhas, pequenos hotéis e até um museu...



E em volta de tudo isso a vista da cidade...



E da cidade a vista da Stupa, com zoom, claro!




A quantidade de pequenas stupas antigas no entorno e os mantras tocados torna o passeio interessantíssimo!




Na saída para o templo Golden Temple vimos um vendedor de pássaros e pequenos animais, imperdível!



Esta é a imagem do templo a noite, lindo né?

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Dwaryka's Hotel Kathmandu




O Dwaryka's Hotel foi fundado por Dwarika Das Shrestha e sua história é incrível.
Ela começa em 1952 quando o Dr. Dwarika nas suas andanças pela cidade antiga viu homens começando a cortar uma belíssima coluna toda entalhada de madeira para ser usada como lenha, inconformado ele comprou a coluna e depois de alguns anos ele tinha mais de 40 fragmentos compradas de demolições.




Triste de ver a arquitetura tradicional sendo desvalorizada ele resolveu fazer uma Guest House com as peças que colecionou, no antigo estilo Newari de Kathmandu.




Para isso ele precisou treinar pessoas para fazer os tijolos manualmente da maneira antiga e entalhadores para completar os fragmentos de madeira colecionados. Então ele criou oficinas para ensinar os jovens a valorizarem e aprenderem a fazer as peças usadas milenarmente na construção nepalense.




Já com o hotel e inconformado em ter que importar todas frutas, verduras, legumes e flores da Índia ele começou a estudar o que poderia ser plantado aquela altitude, e como. Hoje com as técnicas desenvolvidas por ele, tudo que comemos no hotel é produzido por profissionais treinados em seus cursos proficionalizantes, de modo orgânico e, adivinhem?
Exportado para a Suíça!
E graças ao seu interesse em fazer o povo aprender a plantar e colher. hoje, em todas as partes, nos mercados ao ar livre se comercializa verduras e frutas produzidas no próprio Nepal!



Assim começou o primeiro incentivo a cultura e investimento em sustentabilidade do país!

Além disso o hotel é charmosíssimo e a lojinha do hotel tem coisas antigas bem interessantes, lembrando que como em todo Nepal, coisas antigas estão sempre misturadas com coisas novas, então não acredite no negócio da China, coisas antigas sempre custam mais caro.

Mas a lei é pechinchar sempre e lembrar que o Nepal é um dos lugares da Ásia que o preço ainda é muito bom!



Este é uma chapéu comprado nesta loja ao estilo Ladakh, região tomada pela China, Paquistão e Índia.

Esta peça, em cristal de rocha toda trabalhada com prata, cobre e ouro incrustada de turquesa, coral, esmeralda e rubis tb foi comprada em Katmandu, depois de 2 dias de uma grande negociação com o dono da loja, mas valeu a pena, pois além do preço bom é uma prazer poder apreciar um trabalho desses sempre pertinho!




Pra quem estiver pensando em conhecer Kathmandu, esse hotel vale a pena!




terça-feira, 4 de novembro de 2008

Buddhist Golden Temple ou Templo Dourado - Patan, Kathmandu



O Golden Temple (Hiranya Varna Mahavihara) foi construído no sec XII pelo rei Vaskar Deva Varma e hoje é patrimônio da humanidade da UNESCO.




Esse templo fica no meio das construções e seu magnifico trabalho só pode ser visto depois de se passar pelos portões entalhados em pedra, antes disso nem se imagina que algo assim possa estar escondido ali.




Além da sua arquitetura maravilhosa composta de três telhados e uma linda fachada em ouro, este templo é um santuário budista com imagens veneradas de Buda, tornando-se rota de peregrinos de toda a região.



Suas 4 portas ficam sempre abertas representando a aceitação de todas as religiões como no poema do Guru Jaap Sahib’s que diz: "O todo poderoso não tem país, tradição, marca, forma nem favorece ninguém em particular. O todo poderoso está presente em todos os lugares, em todos os lados e cantos, este amor universal existe em todos os lugares".




Este templo sagrado é considerado atemporal e remete a imortalidade daquele que acredita e reverencia.




Fundado pelo Guru Arian Dev tornou-se sagrado para os Sikhs. Nele está o livro sagrado com os 7.000 hinos. O interessante é que estes hinos foram escritos por Gurus e Santos de diferentes religiões e classes sociais e foram reverenciados pelas suas palavras sagradas.



Saímos a pé do templo, andar por Kathmandu é uma experiência incrível, em todos os cantos tem construções antigas...



Nesta rua tem algumas lojas que vendem os famosas Tankas Budistas Tibetanos, entramos numa onde os monges estavam desenhando e ficamos fascinados!

Os Tankas são representações de histórias ou imagens de Buda e tb tem as Tankas Mandalas.



Soubemos então que os tankas tibetanos são "uma recriação ao mundo místico e simbólico através do qual o Lamaísmo encontra sua expressão."
Cada pintura dessas é, portanto, uma evocação cujo significado torna-se claro aos que fecham os olhos às coisas da terra e conseguem captar a mensagem esotérica que emana constantemente deste mundo misterioso, povoado de divindades.

A preparação de um tanka é um ato litúrgico. O algodão ou a seda que será utilizada mais tarde para tecer a tela só deverá ser colhido por um iniciado nos segredos do Lamaísmo.
A seguir, os fios são purificados pela repetição de certos mantras ou palavras de poder, sendo depois abençoados por um lama, de acordo com um rito especial e na presença de uma sacerdotisa virgem, a quem competirá a tarefa de fiação. Após a fiação, o fio resultante é entregue a um tecelão experiente, que tem de possuir vários atributos: mocidade, saúde, isenção de defeitos físicos e morais, além da presença dos sinais de bom augúrio. Antes da tarefa, o tecelão terá que se purificar e criar o campo magnético onde o artista pintor irá desempenhar a missão suprema de criar uma obra de arte. Há regras especiais para se pintar um tanka. Geralmente, as personagens são dispostas em círculo mágico ou Mandala, em cujo centro fica o motivo principal. Alguns tankas têm um pedaço de tecido diferente na parte inferior, chamado a porta do tanka, que indica o ponto onde o crente deverá fixar os olhos durante a meditação para que possa entrar no interior da pintura. À medida que a meditação se aprofunda, há uma gradual revelação de significações das figuras representadas, até que se dá a união de quem medita com a divindade representada.

Terminada a pintura do tanka, um grande lama infunde vida à pintura através de um rito mágico chamado Pratistha. O ato da consagração é, portanto um ato de vivificação do objeto com a essência divina. O ritual é altamente secreto e os tibetanos o receberam de seus mestres indianos.
Quanto menor o desenho mais difícil é sua execução e portanto mais cara a peça. Tem pinturas tão pequenas que eles pintam com pincéis com apenas 1 fio!

Bom o trabalho é lindo e depois de escolher horas resolvemos comprar esta!



Voltamos para o hotel, e como sempre, muitas fotos pelo caminho...
Amanhã visitaremos Hanuman Dhoka Square!

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Hanuman Dhoka ou Durbar Square - Kathmandu




Quando chegamos a Hanuman Dhoca Square ou Durbar Square ficamos impressionados, tanto pela beleza do lugar quanto a quantidade de gente passeando e vendendo coisas numa grande feira livre...



Isso tudo por causa do Dipawali como contei no primeiro dia!



A Hanuman Dhoca Squere é um complexo de várias estruturas como o Royal Palace dos reis Malla (1.200 a 1768) e também dos reis da dinastia Shah.
Na parte oriental ficam as construções mais antigas, datadas do sec XVI, depois ouve uma expansão feita pelo rei Pratap Malla no sec XVII com diversos templos, o mais alto deles
e o Taleju Temple, construído em 1549 pelo rei Mahendra Malla.




Mais tarde o rei Prithvi Narayan Shah construiu 4 torres incluindo ao palácio e a família real viveu aqui até 1886 depois disso passaram a habitar o novo Narayanhiti Palace. Esta é a Basantapur Tower!



Esta praça é muito bonita, cheia de templos, palácios, e com a festa acontecendo tudo fica mais colorido ainda!



Nesta praça tb está a estrutura chamada Kasthamandap, que deu nome a cidade Katmandu!
Em sanscrito Kastha que significa madeira e Mandap que significa abrigo coberto. Este templo foi construído em 1596 todo em madeira e sem nenhum prego!



Esta é a maior estátua de pedra de Katmandu, fica na praça tb e é do secXVII, representa o Senhor Shiva, do hinduísmo!



Mas a que eu gostei mais foi a Malla Statue ou Garuda, que tb é em pedra maciça, Garuda é o veículo de Vishnu e foi colocada aí em referência ao templo em que está em frente, o Trailokya Mohan Narayan Temple, que é dedicado a Vishnu, claro...



Uma das jóias deste lugar é o Krishna Mandir Temple uma dos mais famosos do Vale de Katmandu, sua construção é em estilo shikhara, subindo do nível do chão em camadas de pequenos santuários, muito bonito!



Além de ficarmos encantados com cada pedacinho desta praça ainda temos que controlar a vontade de comprar mil coisas...




Nosso guia está tentando nos fazer sair deste complexo a horas, falando que temos mais um monte de coisas interessantes pra ver... Mas é difícil! Acho que o bom seria podermos ficar no mínimo meio dia aqui! Cada ângulo é bárbaro!




No fim ele nos convenceu e estamos saindo para conhecer o Kumari Temple, mas depois eu conto...
Na memória ficou a beleza da Durbar Square!!!